quarta-feira, janeiro 28, 2009

Nudez

Nu
no tempo
Nu
no espaço
Nu
na vida
Nu
compasso.

Nu me visto
em ti desisto.

Nu me vejo
no monte escalado
Nu eterno
sem noite nem fado.

Nu sou eu
sorriso, madrugada
Tu és tudo
um pouco de nada.

Mensagem

Recebi este texto por email hoje. Tinha que o partilhar convosco porque tantas e tantas vezes hipotecamos o futuro por viver tanto o presente pensando no passado.

O texto está em português do Brasil, optei por não alterar pois também tenho leitoras brasileiras e muitas portuguesas que vêm novelas :P

Um bom dia para todas e todos.



"Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem connosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos,
adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir
recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu génio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceites, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma
necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão!!!!!!!!"

terça-feira, janeiro 27, 2009

With Or Without You


I feel i gave myself away...

With or without you?

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Vicky Cristina Barcelona

Tive o prazer de ver um excelente filme esta noite, o mais recente do génio Woody Allen, originalmente denominado Vicky Cristina Barcelona.

Um triângulo amoroso, por vezes até um quadrado amoroso. Um filme sobre relações humanas, o amor e a paixão.

Dêem uma espreitadela ao trailer. Vale a pena.

Fez-me pensar em muita coisa este filme, mas talvez a reflexão mais importante de todas, e a de que vos quero falar aqui, é a necessidade, para mim incompreensível que muitas pessoas têm de fazer jogo duplo, e por vezes até triplo.
Há pessoas que olham a vida como um jogo de xadrez. Só fazem uma jogada, pensando já na próxima. Atacam quando sentem que têm a retaguarda protegida, e atiram ao desbarato sentimentos que não têm senão o intuito de prender pelo menos a atenção de alguém.
Eu nunca me dei bem com este jogo.

Contrariamente ao que às vezes tentam insinuar, eu não me acho nenhum santo, nenhum anjo. O que vêem aqui é simplesmente uma parte de mim. O poeta não é o A. e o A. não é só o poeta.
Se já disse coisas que não sentia? Sim, já o disse.
Se já seduzi alguém só pelo prazer da sedução? Sim, já o fiz .
Se já disse amar alguém sem o sentir? Sim, já.

Se tenho orgulho nisto? Não.

Li há uns dias um post que falava na capacidade que devemos ter de mudar. Na importância que o mudar tem na nossa vida. Na prova de inteligência e maturidade que é.
Descobri também há pouco a importância que tem perdoar-mo-nos a nós próprios.

Hoje consigo dizer, sem vergonhas, o que fiz. Consigo não ter vergonha, porque não sabia na altura não o fazer. Não sabia não o fazer, porque ainda não me conhecia o suficiente, ainda não tinha vivido o suficiente.

Isto tudo para dizer o quê? O poeta é um ser humano. Não tem carne e osso, mas tem sentimentos. Muitos. É parte de mim. Vive em mim, respira em mim, acompanha-me todo o dia. Só que ao poeta falta pragmatismo. Vê a vida em sonhos e por vezes tem dificuldade em descer a terra. Para esses momentos aparece o A.

O filme que vi é sobre as paixões da vida. Os encontros e os desencontros e as escolhas que fazemos.
O filme da minha vida tem sido sobre as escolhas que fiz e que faço todos os dias.
O meu presente é uma escolha minha.
Não me tentem arranjar outros porque é este que quero, é este que a vida me deu e é feio recusar presentes.

O que é adorar?

adorar
verbo transitivo

1. RELIGIÃO prestar culto a
2. amar apaixonadamente
3. figurado respeitar muito
4. coloquial gostar muito de; ter predilecção por

(Do lat. adoráre, «id.»)

agora escolhe... o que quero eu dizer quando digo que te adoro?

domingo, janeiro 25, 2009

Amante

Amante de quem ama
deseja
arranha, toca e beija.
Amante que te quero.
Amante
carícias
línguas
suor
desejo.

Amante
vem a mim.
Leva a noite,
varre o frio,
invade o corpo
e sê o mar deste velho navio.

Amante
desespero de mãos presas
e certezas que com a distância aquecem.
Amante
a ânsia
as palavras que estremecem
arrepiam
e prometem
dois corpos
despidos sentidos,
suados molhados,
que finalmente se merecem.

sábado, janeiro 24, 2009

La même lune que moi

Toi qui vis loin d'ici
Dis-moi si la nuit
Tu vois la même lune que moi
Une lumière dans le noir
Comme un signe, un espoir
De se revoir...

Back

Depois de três dias numa convenção no norte do país, chegar a casa e ver a minha filha a dormir, enfiada na minha cama (a avó não a conseguiu demover) porque queria esperar por mim...

há momentos que valem tudo na vida...

É em momentos assim que sinto que a minha vida faz sentido.

Bejitos e abraçitos

(estou de volta e em força, amanhã, novo capítulo no SemTi(r))

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Com calma e... alma

Vai
busca
Devora
Procura.

Demora-te em cada minuto,
faz um ano
em cada segundo.

Saboreia
Vive
Doma o vento
cavalga no momento
deixa-te envolver
num canto de sereia.

Sente a chama
que na pele se sente
Percorre o mundo
no olhar de um inocente.

Desafia o vulcão,
desliza na lava
fermenta o vinho
cresce mansinho
escorrega na vida
com calma e... alma.

terça-feira, janeiro 20, 2009

30

Hoje, a 20, faço 30.
Não vou fazer balanços, até porque se balançar muito fico tonto.
Poderia pensar, como já o fiz muito recentemente, que não tenho muito do que esperava ter quando fizesse 30 anos, poderia deixar-me levar pelo saudosismo e pela melancolia da recordação do que já perdi. No entanto, não o vou fazer, porque olho à minha volta e sinto-me orgulhoso.
Sei que não tenho estabilidade profissional, nem muitos bens materiais que a minha iludida visão de adolescente desejava, mas tenho o melhor do mundo. Uma filha que me ama e que eu amo. Tenho amigas, muitas amigas, umas de sempre, outras mais recentes, mas todas, todas para sempre. Não vou dizer nomes. Vocês sabem quem são!

Tenho, também, algo que já julgava perdido. Algo de que já não me achava merecedor. Algo que para muitos até pode parecer muito pouco, mas para mim é um mundo. Um mundo recente, decerto, efémero aos olhos pragmáticos, mas do qual eu, que amo amar, sinto a certeza que só pode continuar a crescer. Tu sabes que falo de ti. Sabes como és importante para mim, nesse teu jeito único de me fazer sorrir só porque sim.
O puzzle começa agora a fazer sentido.

Estou ao mesmo tempo, numa mudança de vida. De casa. De emprego. De hábitos. Uma mudança que há muito vinha a necessitar. Uma mudança que em breve se concretizará.

Hoje, anos depois, vou poder voltar a dizer, sim, hoje é um dia especial, é o dia do meu aniversário, é o dia em que começou a aventura.
E a cada obrigado, desta vez, vai estar implícita uma felicidade enorme, um agradecimento verdadeiro, não por fazer 30 anos, mas por tudo o que estes trinta anos fizeram de mim.

Sem passar o que passei hoje não seria quem sou e vocês, e TU em particular, não estariam aí.

Obrigado

segunda-feira, janeiro 19, 2009

O Amor, segundo um apaixonado

Fosse para mim tão fácil escrevê-lo como é, neste momento, senti-lo e não estaria a rebuscar palavras e memórias que possam demonstrar o que é o Amor.
Não é fácil descrever algo que pouco ou nunca se sentiu. Podemos ter uma ideia daquilo que gostaríamos que fosse, mas hoje sei que essa idealização estava bem aquém da realidade.

O amor é... não... o amor somos...
Nada no amor é singular, tudo é plural. Somos dois, somos felizes, somos únicos, somos os planos traçados a dois. Por isso o amor, é, para mim, acima de tudo, uma adição, de dois singulares num plural.

O amor é transformação. É a dúvida esclarecida por mais dúvidas. É o elemento que nos faz correr mais um pouco, suar mais um pouco, lutar mais um pouco. É chegar ao fim do horizonte e ter a certeza que ainda há tanto para ver.
O amor é um deserto em que nunca nos sentimos sós.
É quando não gostamos de nós próprios mas queremos ser todos os dias um pouco melhores.
O amor é sofrimento, é mágoa, é dor. Mas não conheço ninguém que um dia tenha amado e tenha dito, não valeu a pena. Porque vale sempre a pena!

Quanto tempo é preciso para saber que se ama alguém? Dias, meses, anos? O amor constrói-se ou é-nos dado com a obrigação de cuidarmos dele?

Eu acredito que o amor existe, que ele nos encontra. Que podemos passar uma vida à sua procura. Ele não se constrói. Ele existe! À primeira vista, ao primeiro toque, ao primeiro olhar, à primeira palavra, ao primeiro poema.

Amar é viver. É gostar de quem se ama. É saber de cor cada contorno do rosto, cada onda do cabelo, cada dedo, cada curva. É não querer saber se ela está maquilhada ou pronta para adormecer. É envolve-la nos braços quando ela tem frio. É ter prazer em ir ao supermercado com ela. É abrir-lhe a porta para ela passar.

Amar é ter desejo. É sentir as pernas a tremer num beijo sufocante. É desejar percorrer o corpo da mulher amada com as mãos, a os dedos, a língua, a pele contra a pele, centímetro a centímetro, demorando em cada um uma eternidade.

O amor é ter prazer em tudo o que faço, e desejar a cada dia caminhar mais um pouco ao seu lado.

Desafio pessoal

Ora bem, nos comentários do post anterior, fui desafiado pela SAYURI, vá-se lá saber porquê, a dizer o que é para mim o amor. Assim será, Sayuri, dentro de momentos terás a tua resposta.

Can you handle the truth?

:)))))

A dança

Vou ali fora dançar à chuva, e já volto Ok?

Como todos daqui para a frente....

Oh its such a perfect day,
Im glad I spent it with you.
Oh such a perfect day,
You just keep me hanging on,
You just keep me hanging on.

Just a perfect day,
Problems all left alone,
Weekenders on our own.
Its such fun.
Just a perfect day,
You made me forget myself.
I thought I was someone else,
Someone good.

domingo, janeiro 18, 2009

Sete Pecados

Desafiado já há algum tempo pela afrodite e mais recentemente pela Lita, aqui respondo a mais um desafio.

Portanto, o desafio traduz-se na confissão dos nossos 7 Pecados Mortais tendo em conta a seguinte definição dos mesmos:

Gula: Comer a toda a hora e/ou além do necessário;
Avareza: Cobiça de bens materiais e/ou dinheiro;
Inveja: Desejar atributos, status, posses e/ou habilidades de outra pessoa;
Ira: É a junção dos sentimentos de raiva, rancor e ódio. Por vezes é incontrolável;
Soberba: Falta de humildade, alguém que se acha auto suficiente:
Luxúria: Apego aos prazeres carnais;
Preguiça: Aversão a qualquer trabalho ou esforço físico.

As regras do desafio, por sua vez, são as seguintes:
Revelar a nossa relação com os pecados capitais;
Nomear outros 8 blogues para responder ao desafio.

GULA: Eu sou de ondas, ora como muito pouco ora como sem necessidade. Chocolate é que como sempre demais :)

AVAREZA: Nada, sou um esbanjador. Demais até.

INVEJA: O pior que se pode sentir por alguém. Não tem nada a ver cmg.

IRA: Nunca senti nada incontrolável, nem por quem merecia. O perdão é fundamental para a nossa saúde mental.

SOBERBA: Eu sou humilde, mas não me acho auto-suficiente. Um cadinho parvo este pecado.

LUXURIA: Sou apegado ao prazer associado ao amor. A isso sim.

PREGUIÇA: Muita. Adoro dormir. Mas não tenho aversão nenhuma ao esforço físico. Há momentos para tudo.

Não passo o desafio a ninguém... guardem os vossos pecados para vocês mesmos... Não os digam a ninguém lollol

Carta a um amor recente

Quis o destino que tivesses no corpo um mapa das estrelas todas do céu e que eu fosse o astrónomo a estudá-las.
Sigo por essas estrelas como um navegador quinhentista a rota que me leva ao novo mundo, a um novo mundo que quero descobrir contigo.
Quando o sol nasceu, longe no horizonte, pela manhã, tudo parecia normal. A excitação era muita, a ansiedade bastante, e a felicidade enorme. As horas correram e afinal, sem que eu me apercebesse, o universo conspirava a nosso favor. Nada mais será como dantes depois do dia de ontem. Eu não mais serei o mesmo!
Ontem foi o dia em que senti na pele que os sonhos, aqueles que esperamos toda a vida, se realizam. Ontem foi o meu dia, foi o nosso dia. O dia do reencontro de duas almas há muito conhecidas, há muito apaixonadas.
Quando o sol se pôs e a Lua nasceu, eu continuava lá, e tu cada vez mais em mim. A noite terminou, e no último beijo, o da despedida, percebi que não mais na vida estarei sozinho.
Os sentimentos não se agradecem, mas eu agradeço ao universo ter-nos juntado.

Cada vez mais... para sempre.

Adoro-te

Judy Garland - Over The Rainbow

"Somewhere over the rainbow,
skies are blue
and the dreams that you dare to dream
Really do come true"

Hoje descobri o mundo para lá do arco-íris.

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Minha Lua

Dia 15 de Janeiro

Minha Lua, pedaço de mim, minha verdadeira imortalidade, como cresceste...
Ainda recordo o teu primeiro dia como se tivesse sido ontem, no entanto, já tanto tempo passou.
Há sete anos atrás estava neste momento a olhar-te, tão frágil e indefesa, nessa redoma que te protegia do mundo. A dor de te imaginar a sofrer, de me imaginar a perder-te, tomava conta de mim. Acho que nunca mais fui o mesmo desde esses dias que passaram tão lentamente. Logo aí mostraste aquilo que já és hoje. Teimosa! :) Não te deixaste ir, lutaste, lutaste e venceste!
A vida nunca mais foi a mesma, o mundo mudou aos meus olhos. O que sou hoje, devo-o em grande parte ao facto de existires, e no meio de tanta tristeza que deslizou por estes sete anos, somos o que sempre quis, inseparáveis. Hoje, és a minha maior alegria.

Um beijo de parabéns, minha lua, meu amor, minha filha.

Amor, o que é? - Resposta

Estou neste momento a ler e a reler as vossas definições de amor. Entre sorrisos e acenos com a cabeça, sinto um orgulho enorme em todas. A forma como se partilharam no blog, a mim e entre vocês ao fim ao cabo, merece da minha parte um grande OBRIGADO.

Foram todas excepcionais e ficou aqui a prova provada que embora haja alguma base comum a todas, definir o amor é impossível. Cada pessoa sente-o de maneira diferente, vive-o de maneira diferente, descreve-o de maneira diferente e é essa a verdadeira beleza do amor. É como uma impressão digital, é o nosso melhor retrato. Somos, definitivamente, como amamos.

Muito obrigado a todas. Gostei da vossa resposta, que me dizem a continuar com uns posts deste tipos?

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Amor, o que é?

Um desafio a todas vós. Definam-me o que é o amor. Amizade? Companheirismo? Paixão? Borboletas no estômago? Ou algo de tão pessoal e próprio de cada um que se torna quase impossível defini-lo?
Quero ler as vossas opiniões, as vossas ideias, o vosso conceito.

Para vos inspirar, deixo uma frase de Antoine de Saint-Exupéry:

"O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá mais se tem."

Leva-me

Leva-me para onde os sinos dobram,
e as horas mortas são segundos.
Leva-me para onde as árvores são sombras
e nos montes gigantes
não serpenteiam estradas.

Quero o caminho de terra
O das bermas baixas e poucos percalços.
Um que nos deixe ir de mãos dadas,
ver as flores,
e ouvir gnomos e fadas
e pedacinhos de pequenos nadas.

Quero a travessia do mar calmo,
sem as tempestades do passado,
pé ante pé,
sorriso a sorriso,
palmo a palmo
percorrendo o teu e o meu, o nosso fado.

terça-feira, janeiro 13, 2009

Better together

E quando ouvir um "até amanhã" da pessoa certa, nos deixa assim, felizes, felizes, felizes... que fazer?

We're better together, don't you think?

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Poemas

Os meus poemas não têm espartilho.
Vivem soltos no teu peito.

As palavras que te amam,
são braços que te querem,
as mãos que te descobrem
os dedos que te percorrem.

A minha poesia
que se sussurra no teu ouvido,
esconde os beijos que se encerram
nos meus lábios despidos.

Regresso



Estou de volta!!!!

sábado, janeiro 10, 2009

Tango

Tens um tanto de Tango em ti
Uma sedução, um sorriso, um olhar.
Uma possibilidade que me faz querer ficar.
O caminho que se nos apresenta,
difícil depois de tantos dias de tormenta,
é como os passos da dança.
Gestos que se pintam no ar,
dedos que percorrem a pele,
beijos simulados que te deixam louca,
corpos encostados,
e eu
a retirar a rosa da tua boca...

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Pequeno lírio

Pequeno lírio
nascido de lágrimas de mulher.
Um poeta é um jardineiro.
Cuida das palavras e das flores,
dos adubos e dos amores,
e de tudo aquilo que fores.

Delicado anjo branco,
solitário na sua redoma,
exalas os perfumes
que a pouco e pouco me dão forma.
E neste banquete de cores
em que meus sonhos quero deitar,
ébrio de sensações e aromas,
pergunto,
porque solitária queres estar?

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Adeus



Não sei se estarei nos próximos dias por aqui. Vou até Sagres admirar o admirável, procurar inspiração para os próximos posts e tentar encontrar alguma paz interior.
Vou estar com a minha filha.
Vou estar feliz.

A todas um bom fim de semana e já sabem, os meios de contacto estão sempre disponíveis para dar e receber carinho :)

No blog (cliquem nos comments vá...)
No hotmail (distraídas... vejam no perfil.... :P)
Na TMN (96*******)
Na Optimus (93*******)

e

nos nossos corações, sempre sempre sempre :)

PS: Sábado vou estar perante a paisagem da foto... por isso quem quiser ajustar contas aproveite :p

Um poeta tem côr

Um poeta tem côr.
Sabe de cor as linhas do horizonte no corpo de uma mulher.
É um andarilho que beija
com as palavras que diz e as que deixa por dizer.
É fogo, arma, lodo,
crescente, poente e oriente.
Faz-se na manhã com as gotas de orvalho
desfaz-se na cama
tantas vezes desejada
de quem ama.

Um poeta tem
uma garrafa atirada ao mar
na noite mais longa e escura sem luar
cheia com os mistério do amor
o sentir e a dor.

O poeta é um crente
doente,
louco,
cheio si.
Tem de tudo um pouco,
este poeta que queres para ti.

Eu já - Desafio

Em desafio é sempre um desafio ainda que seja feito num comment de resposta. Portanto aqui vai.

Eu já fui desafiado.
Eu já me escondi da polícia.
Eu já fui pai.
Eu já esperei num aeroporto por alguém que não chegou.
Eu já dormi numa tenda em Budapeste com temperaturas negativas.
Eu já beijei uma sueca morena.
Eu já tive um acidente de automóvel.
Eu já tentei escalar o Mont Blanc.
Eu já salvei uma vida.
Eu já fui salvo.
Eu já fiz de anjo numa peça de teatro.
Eu já cantei em palco.
Eu já me perguntaram se era israelita.
Eu já vi uma amiga receber a notícia que tinha SIDA.
Eu já recebi propostas indecentes.
Eu já fiz uma passagem de modelos.
Eu já quis ser o que não sou.
Eu já vivi.
Eu já .... acabei. :)

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Hay Amores

Ay ! mi piel, que no haría yo por tí
por tenerte un segundo, alejados del mundo
y cerquita de mí

Ay ! mi piel, como el río Magdalena
que se funde en la arena del mar,
quiero fundirme yo en tí.

Hay amores que se vuelven resistentes a los daños,
como el vino que mejora con los años,
asi crece lo que siento yo por tí.

Hay amores que se esperan al invierno y florecen
y en las noches de otoño reverdecen
tal como el amor que siento yo por ti.

Ay ! mi piel, no te olvides del mar
Que en las noches me ha visto llorar
tantos recuerdos de tí

Ay ! mi piel, no te olvides del día
que se paró en tu vida,
de la pobre vida que me tocó vivir

Hay amores que se vuelven resistentes a los años
como el vino que mejora con los años
así crece lo que siento yo por ti

Hay amores que parece que se acaban y florecen
y en las noches del otoño reverdecen
tal como el amor que siento yo por tí
yo por ti...por ti...como el amor que siento yo por tí

Shakira

Porque há amores. Os que já foram e os que ainda o serão.

Aviso

Cara(o)s seguidora(e)s:

Como a história que estou a escrever terá cerca de XXIV capítulos, acho que se perderia de certa forma a dinâmica do blog. Assim sendo, criei um novo blog só mesmo para a continuação da saga. Agradeço como sempre as vossas leituras e comentários.
Por aqui continuarei com a poesia e outros assuntos que me prendam a atenção.

Beijos a todas, segue o lin

www.semtir.blogspot.com

Obrigado

terça-feira, janeiro 06, 2009

Sem Ti (R) - capítulo V

- Estás o quê?
- Estou grávida amor... vamos ter um bebé.

Sinto o sangue a fugir-me do rosto, a garganta seca, as mãos tremem-me e as palavras não saem. Todas as certezas, todas as garantias que sentia neste relacionamento se esfumam. Como um golpe fatal sinto todas as recordações daquela tarde com a Inês a invadirem-me. O verdadeiro motivo da sua partida, o porquê de não estar preparada. Deus tem um sentido de humor sarcástico. Brinca com a minha vida, faz de mim um peão nas suas jogadas, e agora, no mesmo dia, traz-me quem me abandonou, e faz-me abandonar quem eu pensava amar-me.

- Que se passa amor? Eu sei que não foi planeado mas... é um bebé, sabes que foi algo que sempre desejei.
- Eu sei, e o que vais fazer?
- O que vou fazer?
- Sim, vais abortar ou vais continuar com a gravidez?
- Decididamente és uma besta! É claro que vou continuar!!!
- Ok, eu sinceramente só quero que arrumes as tuas coisas e te ponhas daqui para fora! Vou ao café e quando voltar quero a paz que sempre desejei e que tu nunca me conseguiste ou sequer quiseste dar.
- António, não me faças isto... eu amo-te! Eu não tenho para onde ir!! Mas porque é que estás a reagir assim??

Nunca suportei ver uma mulher a chorar. Suporto melhor a minha tristeza que a dos outros. Deixo Joana num pranto, pego o casaco e saio porta fora.
A Lua, minha companheira de tantas noites, espera-me.
Deambulo mais uma vez sem destino.... sem norte e no fundo, sem sorte.
Hoje foi provavelmente o pior dia da minha vida, tal como tinha sido precisamente há 7 anos atrás.
Foi o dia em que a Inês me deixou.
Foi o dia em que fiquei a saber que não posso ter filhos.

Sem Ti (R) - capítulo IV

- Amor, temos que comprar pasta de dentes!

Não respondo. Tenho perto de 30 anos e nunca foi esta a vida que desejei para mim.
Quando era adolescente tinha sonhos. Olhava o calendário e o ano de 2009 estava cheio de sorrisos, desejos concretizados, amor, muito amor, filhos, e um gato.
Não tenho nada disso. O alarme tocou e eu acordei nesta casa despida de certezas e mobilada com todas as minhas dúvidas existenciais.
Tinha acabado de fazer amor, estava a chorar e a minha companheira dizia-me que era preciso comprar pasta de dentes. Onde está tudo aquilo que ambicionei?

Levanto-me do sofá, visto-me, acendo um cigarro e vou até à varanda.
Joana segue-me, primeiro com os olhos, depois com um toque no ombro, abraça-se a mim.

- Preciso falar contigo amor.
- Fala...
- Tenho uma coisa para te contar...
- Sempre conseguiste falar com a tua mãe?
- Não, mas não é isso.
- Então estás à espera do que? Há coisas que não podemos adiar. Vai lá telefonar-lhe
- Já telefono, espera.
- Não espero nada! Vai telefonar, ou mais uma vez vou ter que ser eu a tratar do assunto??
- Vai-te à merda... és uma besta!
- Desculpa... Desculpa... não ligues, ando com umas cenas na cabeça.
- Oh amor, fala comigo.

Puxo uma passa, afasto o olhar e as mãos dela. Olho a lua cheia... como explicar a esta pessoa que sempre me apoiou em tudo, que sempre esteve do meu lado e me deu a mão quando eu estava de rastos, que o meu coração nunca tinha sido nem nunca seria dela? E mais, que a sua verdadeira dona estava ali bem perto, no T1 do número 34...

- Deixa... o que me querias contar?
- Estou grávida....

Sem Ti (R) - capítulo III

Levanto-me sem lhe dar tempo de esboçar mais uma palavra sequer ou de me voltar a cativar com aqueles verdes longos olhos e saio porta fora.
O que parecia, ao acordar, o dia como todos os outros, estava a tornar-se no meu maior pesadelo. Não sei o que sentir! A raiva, a dor e o ressentimento, travam uma batalha sangrenta com o amor, o verdadeiro amor, a saudade, a paixão e a vontade. Neste momento não me sinto, não me encontro, não sei onde ir.
O céu chora comigo. A noite já caiu e a chuva gelada invade as ruas da cidade dormente como eu. Quem comigo se cruza nas ruas não imagina a chacina que vai dentro de mim, a batalha infindável desta guerra que eu julgava já terminada.
A paz não quer nada comigo.
Chego a casa.
Enrolada na toalha do banho, com o cabelo ainda molhado, a Joana parece-me perfeita. Aquela perfeição que julgamos ver em quem, apesar de não amarmos, já nos habituámos.
Aproximo-me dela, abraço-a, beijo-a, arranco-lhe a toalha do corpo.... os nossos cabelos molhados, os dela pela água que liberta e lava, os meus pela água que recorda, emaranham-se.
Dispo-me e deito-a na cama... agarro-lhe as coxas, beijo-lhe o peito... fazemos amor, sexo, paixão, instinto animal, seja o que for, nesse momento somos um só, e tudo parece fazer sentido. Nunca uma pessoa com quem já trocámos fluidos nos poderá ser indiferente. Fica sempre parte dela em nós e parte de nós nela.
Ofegantes, sorrimos, voltámos a ter um orgasmo em simultâneo, tantos meses depois...

- Venho já!
- Eu vou para a sala.

Ela dirige-se para a casa de banho e eu sento-me no sofá da sala. As lágrimas começam a cair e eu, não as consigo conter. Talvez não queira. Talvez não mereça. Neste momento todo eu sou Inês, pois foi com ela que a minha imaginação fez amor...

domingo, janeiro 04, 2009

I wish i could see that

Este filme chegou até mim pela minha amiga Ianita. Esta é uma das partes que mais gostei.

Atentem na frase que aparece no final do vídeo e digam-me o que acham.

Beijos, bom Domingo.

sábado, janeiro 03, 2009

Desafio - prémio para Sayuri

Devido a polémicas entre as premiadas, que pretendiam todas o prémio da Sayuri, o júri decidiu por unanimidade alterar a distinção.
Assim sendo, segue o croquis do seu novo prémio




Sayuri, não te sintas injustiçada, eu prometo compensar da próxima vez :))))

Beijos a todas e obrigado por participarem nesta brincadeirinha de Ano Novo, afinal o Carnaval é quando um Homem quiser não?!

Insónia

Em busca do sono que não vem
tropeço em memórias que não vão.

Pois que fiquem que já não incomodam,
vivo com elas,
não as afasto.
Fazem-me companhia até que tu,

sim tu, decidas não te esconder mais!

Por que esperas? Tens medo?

Também eu!

Desafio - resposta




Muito bem! Gostei das respostas e embora no post não o tenha referido, tenho prémio para a vencedora! Bem, pensando melhor, as vencedoras! Ganharam todas, até mesmo quem não acertou.
Assim sendo aqui vão os prémios:

Ianita - Um bilhete de expresso para Tavira.

Manzas - Uma caracolada com imperiais numa esplanada à escolha.

Yargo - o livro O Segredo.

Sayuri - Um guarda-chuva dos chineses.

Zabour - Uma semente de embondeiro.

Lita - Um voucher para um banho de lama num Spa. (For old times sake)

Sininho - Uma imagem de Nossa Senhora de Fátima

SRRAJ - Um kilo de bacalhau da Noruega

Lize - Um cd do Graciano Saga com a canção "Vem devagar emigrante"

Sunshine - Uma caixa de ferrero rocher vazia, mas com as pratas dos bombons.

Ana Campoz - Um exemplar do Fernão Capelo Gaivota.

Kaila - Um voucher para o Spa também, e umas luvas cor de rosa com pompons.

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Desafio

Desafio os meus leitores e leitores a dizerem o que vêm nesta imagem...


quinta-feira, janeiro 01, 2009

Sem Ti (R) - capítulo II

- Dás-me um cigarro? Posso sentar-me?
- Senta-te...
- António Duarte... há quantos anos?
- Não sei, talvez anos demais.

Sentia-me morrer a cada palavra que pronunciava. Não me conseguia desviar daqueles olhos verde mar que tanto ansiara rever. Tinha feito telefonemas a amigos comuns, pesquisado na net em sites de dating e comunidades virtuais, e nada, tinha desaparecido sem rasto. Preparara vezes sem conta o discurso que queria ter quando a encontrasse, e agora, agora tinha-a aqui à minha frente e eu não sabia o que lhe dizer...
- Não me estás a conhecer? Não acredito.... não passaram assim tantos anos!
- Claro que te estou a conhecer. Não passaram anos, mas passaram muitas lágrimas. Como estás Inês?
- Estou bem, acabei de comprar casa. Aqui mesmo. Comprei o T1 do número 34.
- Procurei-te tanto...
- Eu tinha de ir António. Não me sentia minimamente preparada. Sei que errei e que te magoei muito. Mas... perdoas-me?

A sua expressão tornou-se mais meiga. A surpresa inicial tinha passado e olhava-me agora com aquele ar receoso de quem teme a resposta a um desejo.
Acho que foi pelos seus olhos que me apaixonei quando a vi pela primeira vez no metro. Recordo-me como se fosse hoje. A estação estava quase deserta e tínhamos ambos falhado o metro por segundos... O sinal sonoro das portas fora o nosso último passo. Lembro que ela me olhou, sorriu e disse, este já era. São só cinco minutos, respondi, e, no momento em que os nossos olhares se cruzaram, os cinco, passaram a dez, quinze, vinte, uma eternidade. E, de facto, assim foi....

- Já te perdoei há muito tempo Inês. Perdoamos sempre quem amamos. O mais difícil é perdoarmos-nos a nós próprios.
- Já li O Principezinho.
- E então?
- Já sei o porquê de me chamares raposinha.
- "Tornas-te eternamente responsável por aqueles que cativas"
- Sim...

terça-feira, dezembro 30, 2008

Sem Ti (R) - capítulo I

- Não compreendo essa tua obsessão por Rachmaninoff.
- Não esperava que compreendesses, aliás, duvido que compreendas seja o que for que esteja ligado ao Romantismo.
- O que queres dizer com isso?
- Nada...

Afastei-me, reparando no olhar misto de tristeza e incompreensão que me deitava.
A Joana era assim, eu não tinha o direito de a criticar. Há mulheres românticas e há mulheres que deitam os ramos de flores para o lixo. Ela era uma das últimas.
Saí porta fora, sem destino nem rumo. Queria simplesmente ser beijado no rosto por aquele vento de Inverno, de Janeiro, que tão bem sabe.
Sempre adorei o frio. Faz-me ser eu.
As ruas estavam desertas, à excepção dos cães vadios que buscavam a sua sorte com uma cadela cujo aspecto já tinha tido melhores dias. Os cães não são esquisitos, vão com qualquer uma, fazendo lembrar certos homens. No fundo, seremos assim tão diferentes? O que nos distingue dos animais é a cultura, a capacidade de nos regermos por valores, direitos e deveres e, perdido na divagação, entro no café do costume.
- Bom dia António!
- Boa tarde senhor João, boa tarde....
- Para mim só é tarde depois de almoçar
- Pois para mim é sempre tarde senhor João... e cada vez entardece mais.
- Hummm Joana?
- Que mais?...

Afasto-me para a mesa do canto. Hoje não me apetecem perguntas. Quero estar só. Fumar o meu cigarro, beber o meu café, mergulhar no meu desespero e decidir de uma vez por todas o que fazer.
Bebo o café de um trago, acendo o cigarro, puxo uma passa. Estou absorto em tudo o que vivi com ela. Todas as noites que passámos, a olhar a tecto, simplesmente a sentir que tudo estava certo. As madrugadas em que fizemos amor e as nossas respirações compassadas se uniam numa sinfonia intemporal...
Parece que foi há tanto tempo...
Envolvido, esboçando pequenos sorrisos, nem me dou conta do vulto que se aproxima de mim.
-Olá António! És mesmo tu?
Viro-me, sabendo já quem era. Aquela voz... até no fim mundo a reconheceria... senti-me gelar ao balbuciar:
- Olá....

quinta-feira, dezembro 25, 2008

sentir em formato de texto

Foste em mim BOLD

és itálico

em breve estarás entre "aspas".

As reticências que queres de mim, não serão mais

que três pontos FINAIS.

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Thank God it's Christmas - QUEEN

Oh my love we've had our share of tears
Oh my friend we've had our hopes and fears
Oh my friends it's been a long hard year
But now it's Christmas
Yes it's Christmas
Thank God it's Christmas

The moon and stars seem awful cold and bright
Let's hope the snow will make this Christmas right
My friend the world will share this special night
Because it's Christmas
Yes it's Christmas
Thank God it's Christmas
For one night

Thank God it's Christmas yeah
Thank God it's Christmas
Thank God it's Christmas
Can it be Christmas?
Let it be Christmas
Ev'ry day

Oh my love we've lived in troubled days
Oh my friend we have the strangest ways
All my friends on this one day of days
Thank God it's Christmas
Yes it's Christmas
Thank God it's Christmas
For one day

Thank God it's Christmas
Yes it's Christmas
Thank God it's Christmas
Oooh yeah
Thank God it's Christmas
Yes yes yes yes it's Christmas
Thank God it's Christmas
For one day

A very merry Christmas to you all

segunda-feira, dezembro 22, 2008

O Natal

No Natal devemos dizer o que nos vai na alma. Abrir o nosso coração ao mundo, e esperar que o mundo o entenda, mesmo que nós não o entendamos.
O mundo é, basicamente, feito por nós, por isso quando nos queixamos talvez devêssemos olhar um pouco para nós próprios, pensar no que de errado estamos a fazer, e se não faríamos exactamente o mesmo daquela pessoa que tanto criticamos.
O Natal é amor. Pois, para mim o amor é todo o ano. Tal como a solidariedade, a nobreza de espírito, a amizade, o carinho, a afeição. Não deve haver épocas para se sentir! Quando se ama, quer seja pais, tios, amigos, filhos, vizinhos, patrões, deve ser todo o ano! A caridadezinha que vejo nesta época perturba-me um bocado. Onde a sociedade vê bondade, eu vejo hipocrisia.
Eu acredito no Pai Natal! Não no velho de barbas que anda a sentar crianças no colo e a trocar boas acções por presentes, mas no Pai Natal enquanto espírito de fazer o bem, enquanto análise ao nosso comportamento durante todo o ano, enquanto introspecção.
Acredito em Cristo e na sua mensagem de dar a outra face, do amor ao próximo, do sacrifício por um bem maior. E se é necessário encher as ruas de luzes e os carros de prendas para que as pessoas num ano se lembrem, nem que seja por 10 minutos, na sua mensagem, pois, por mim, é um mal menor.
Eu tenho fé nas pessoas. Fé na Humanidade. Tenho fé que um dia vejamos que o caminho que estamos a percorrer não é o mais correcto. Não sou nem quero ser um juiz de valores, apenas queria que todos fossemos um pouco menos egoístas, um pouco mais humanos, um pouco mais amigos, um pouco mais tolerantes e compreensivos.
No fundo, se o Natal é esperança de um amanhã melhor, então eu amo o Natal, e o meu desejo para este ano, é sinceramente que o que todos, ou quase todos, sentem de humanidade por estes dias, não seja tão efémero como o papel de embrulho. Afinal de contas, ainda há quem o prefira guardar, para mais tarde voltar a oferecer.

A todos um Bom Natal, de 365 dias.

Amo ergo sum



Amo
e por tanto te amar
sou o risco que no céu se desenha.
Sou
o sol que nasce e se recusa a desaparecer.
A lua que cresce e no mar que nos separa
se reflecte eterna.

És
meu ar
meu lar
chama na minha lenha.

Quando um dia se findar
este misto de seres, estares, cresceres, amares
serei
o que nasceu para partir
e não encontrarei mais forma
de voltar a sentir.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Agradecimento

A verdade é que não tenho muito jeito para demonstrar aquilo que sinto. Talvez tenha sido isso que me fez refugiar na poesia. Mas não posso mais adiar o que sinto aqui dentro, não posso, nem quero deixar passar mais uma vez em branco aquilo que tenho lido.
Todos, todos mesmo, sem excepção, têm sido maravilhosos. Os vossos comentários, as vossas palavras de incentivo, a forma aberta como descrevem a forma como os poemas vos tocam... têm-me deixado um pouco perplexo e muito muito agradecido.
O meu blog começou há cerca de três anos. Nele tenho espelhado os meus estados de alma. Não sou eu todo, mas é uma parte muito importante de mim que vêem aqui.

Das pessoas que conheço pessoalmente, Van, Sininho, Siuxi, O meu mundo, às pessoas que assim de repente por aqui vão aparecendo, o meu muito muito obrigado pelo vosso carinho. São mais que beijos, mais que abraços, são sorrisos que me provocam a cada letra.
Eu não tenho por hábito comentar os vossos comentários. Não por desleixo, mas simplesmente porque nunca sei bem o que dizer. Sim, vocês, roubam as palavras a um pretenso poeta :))) que querem?!

Um beijo às meninas, um abraço aos meninos, seguidores, comentadores e testemunhas em silêncio.

Aqui continuarei a escrever para vocês.

segunda-feira, dezembro 15, 2008

Auto-Retrato

Todos os dias me desenho
e me volto a desenhar.
Sou um eterno esboço
um rascunho
a tela vazia de sentido
os rabisco na folha rasgada
uma poeira de estrada
uma obra prima por finalizar.

Paleta de cores pastel
óleos, verniz, terebentina,
sou o pincel de artista
que beija a tela infinita
num beijo longo e demorado.

Nasci na beleza renascentista,
olhar vago,
rosto clássico,
sffumatto perfeito.

Perdi-me num impressionismo
de campos de girassóis,
nas névoas dos dias, nos horizontes rarefeitos.

No surrealismo cresci.
Nos relógios que escorrem no deserto,
assim como as horas nos meus dias incertos.

As artes me fizeram, as artes me definem,
concretamente surreal,
impressionista renascente,
rascunho imperfeito,
oeste
a leste
lua cheia, sol de inverno,
um paraíso de inferno,
um poeta,
um poente.

sábado, dezembro 13, 2008

Hoje

Hoje, sinto uma tristeza irreprimível, incompreensível, imensamente sufocante....

terça-feira, dezembro 09, 2008

Destino

"...acredito que há um caminho pré traçado para cada um de nós, mal desenhado. Nós damos os acabamentos..."

Lu@

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Espelho

Em comunhão com o blog no qual fui convidado a participar

www.espelhosentido.blogspot.com

publico o meu novo poema.


O espelho em que me vejo
não me reflecte.
Não me conhece.
Não mostra as rugas
nem as dores.

Não sou eu,
é um Gray que envelhece
um olhar que esmorece
no retrato de uma vida em fuga.

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Amar

Amar
lutar
querer fazer
Amor
sem dor.
A teu lado
o calor
Afaga
amassa
Beija
afasta.

Entro
Recebes
Movimento contínuo...

Gemes
Sentes
Chamas
em chamas
Gritas
aflita
no suor
no ardor
escutas a música
Sinfonia
em doce húmida
Alegria.

terça-feira, dezembro 02, 2008

o porquê dos porquês.

És e serás sempre um eterno porquê...
Porque fui, porque sou, porque foste, porque não voltas.
E as voltas que daria porque decidiste voltar,
a sede que teria se escolhesses ficar.

Não és mais minha fonte,
essa secou.
Não és mais amante que distante me amou.
Não és, não serás
porque és e nunca serás.

domingo, novembro 30, 2008

Noite de frio

A chuva que cai la fora

não esmorece,

não demora.

Desliza e cai pelos beirados.

Ploc ploc ploc toca nas telhas escarlate,

mirones das noites em que me afogo na lareira que crepita em nós.

Geme baixinho...

....toca-me leve.

Sussurra-me

serena

como uma pena

que escreve em mim a sinfonia inacabada

dos sonhos que já não ousava ter.

quinta-feira, novembro 27, 2008

Desafio

Desafiado pela Yargo e pela Angel, aqui vai a resposta.

O desafio consiste no seguinte:

1º temos que mencionar as regras,

2º escrever uma lista de 8 coisas que sonhamos fazer,

3º desafiar 8 cobaias para responder ao desafio,

4º fazer um comentário no Blog que nos desafiou,

5º e último avisar os desafiados para que saibam que foram desafiados....

2)

  • ir à Nova Zelândia
  • publicar alguns dos meus poemas
  • ir à EuroDisney com a minha Inês
  • ver um concerto de Katie Melua
  • ter uma casa em Sagres com vista para o mar
  • viver e amar a dois
  • encontrar o meu rumo profissional
  • continuar a construir o castelo da minha felicidade

3) desafio shade, grafonola, tomata

4) e 5) on my way

sexta-feira, novembro 21, 2008

Neve

A neve, que leve me trouxeste
já a derreti.
Andas agora nos teus dias, não é?
Esqueceste-te de ser, foi?

Sabes que mais? Não me faltas!
Nem me faz falta faltares-me...

Amor... Desamor, como hei-de chamar-te?

Já foste, mas eu...

...ainda hei-de faltar-te.

terça-feira, novembro 18, 2008

Fire in the clouds

Davas-me a mão ao entardecer
e as nuvens que ardiam
eram os dedos que entrelaçávamos.

Parados ficámos,
admirados,
verdes amadurecidos,
envoltos... perdidos....

sábado, novembro 15, 2008

Mais um....

A desafiadora continua a sua senda e eu tento acompanhar... aqui vai:

1- A última pessoa com quem falaste hoje: a minha Inês Lua
.
2- A última coisa que falou: até amanhã papá.
.
3- O último pensamento: com tanto desafio, tá daqui conhecem-me melhor que eu próprio.
.
4- A última pessoa com quem brigou: um idiota que se atravessou a minha frente na rotunda do Montenegro (Faro)
.
5- A última pessoa com que se reconciliou: com a minha Inês.
.
6- A última pessoa que falou de Deus contigo: o próprio
.
7- O último lugar que gostarias de estar: lá fora
.
8- O último filme que assistiu: um com a Monica Potter esta tarde no Hollywood, não me lembro do nome

9- O último livro que leu ou que está lendo: Estou lendo "Kafka à Beira mar" do Haruki e ao mesmo tempo "Uma casa na Irlanda" de Maeve Binchy.
.
10- O último presente que ganhou: um sorriso.
.
11- A última coisa que gostaria de estar a fazer: nada
.
12- O último telefonema feito ou atendido: a minha suxi
.
13- O último conselho que deste e para quem o deste: à minha amiga Sara, para não desistir de ser feliz
.
14- A última vez que chorou e porquê: dia 11 à noite, e simplesmente porque sim.
.
15- O que farias hoje se fosse teu último dia de vida: mudava de vida

terça-feira, novembro 11, 2008

Feia

Feia és
no entanto,entretanto,
tens tanto de belo em ti.
Não és bonita.
És aflita.
Não andas,
corres na vida bonita.
És feia
porque morres
e nem te dás ao trabalho de ver
que me matas também e que me levas contigo.
És feia,
morte,
destino,
sorte.
És.
Sou quem perdeste.
Feia morreste em quem te amou.

quinta-feira, novembro 06, 2008

Acende-me

Acende-me na noite a luz
E leva de mim a escuridão.
Abraça-te em mim,
Transpõe esta janela que se debruça
na planície sem fim.
Faz na pele a tua estrada
e percorre-a
vagabunda errante.
Descobre o caminho de meu reino distante
assim
devagar
com as pontas dos teus dedos,
afasta meus medos.
Deixa-me ficar,
à espera,
na ânsia,
de no fim da estrada,
a tal que percorres com teus dedos,
triunfante sobre a planície,
a tal que se estende de minha janela,
esteja o lugar
a que ambos chamemos lar.

segunda-feira, novembro 03, 2008

quarta-feira, outubro 22, 2008

Vale a pena?

Vale a pena?
Ser o que te quer e te vê apenas?

segunda-feira, outubro 20, 2008

Desafio

Desafiado pela grafonola, vou responder, ou pelo menos tentar....

6 coisas com que me preocupo: com a minha filha, a minha família, as minhas amigas, em ser feliz, fazer os outros felizes, em estar contigo.

6 coisas com que não me preocupo: com o tempo que faz, com o que passa na tv, com a vida sexual das abelhas da patagónia, com o que pensam de mim, com o mal que me tentam fazer, com o facto de já não haver os jogos sem fronteiras.

6 coisas de que gosto: chocolate, bolas de berlim, cheiro da terra molhada, trovoadas, sorrir, espreguiçar-me.

6 coisas de que não gosto: favas, vinho ruim, acordar com o sol nos olhos, ter comichão num sitio onde não chego, estar constantemente a sonhar acordado, estar longe de ti....

6 coisas que me fazem sorrir: a minha filha, estar contigo, um final feliz, tentarem fazer-me cócegas e não conseguirem, andar de metro, fazer planos.

6 coisas que me entristecem: estar longe de ti, estar longe da minha filha, sentir-me preso, ver pessoas infelizes, a indecisão, os dias não terem 48horas.

6 coisas que me definem: sonhador, indeciso, amigo, apaixonado, romântico, poeta.


É suposto desafiar alguém, mas não o vou fazer, considerem-se desafiados, vocês sabem quem são!

segunda-feira, outubro 06, 2008

Enfim...

A minha vida dava uma música do zé cabra....

sábado, setembro 27, 2008

Vida

Caminhos cruzados
sonhos abraçados
braços caídos,
mundos perdidos.

Vida!
...voz que me embarga,
mão que me traga
a luz que decida.

Tu
és luz.
E a hora de vir embora,
na planície que chora a demora
da chuva
que enche o leito
do rio.
Sou leste sem ti,
deito-me na sombra desfeito
e sou américa que ninguém descobriu....

quinta-feira, setembro 25, 2008

Abraço

No meu abraço cabem todas as solidões do mundo....

segunda-feira, setembro 22, 2008

A...finaL

Afinal
há sempre um final.
Quem não procura,
quem não encontra
acaba por desistir
de bater à porta...

Afinal,
chegou
e o que passou
é apenas poeira
na berma da estrada
que te trouxe e te levou...

sexta-feira, setembro 19, 2008

Elegia a um amor distante

Vieste
no inesperado nascer dos dias.
Ficaste
porque o pôr do sol demorava.
Trouxeste
o sorriso que eu tantas vezes perdia,
na chuva
na solidão que de meus olhos derramava.
As minhas manhãs não são mais manhãs
sem o teu acordar.
Como as tardes não são mais tardes
sem que passe a desejar
a chegada da noite,
que me leve a tortura da demora,
e a minha esperança vã,
e que venha rápido rápido a hora
em que sinto o teu passar de mão pelo rosto,
o teu beijo
o teu até amanhã...

terça-feira, setembro 16, 2008

Ode a la distance....

A lua cheia
como meu peito
de esperanças.
A neblina
mistério
esconde teu sorriso
sério.
O longe em que me encontro
não me leva
tudo o que descobri em mim por ti.
As vagas de mar alto
em que navego
A rota a que me entrego
na saudade que escolhi.
O céu que cruzo
no avião
a planar
As certezas que não sentes,
as verdade que não mentes
só me deixam sonhar.
Dão-me a lenha de meu fogo
o doce de meu amargo
que aguardo
ansiosamente ansioso
sentado nesta pedra
em que descanso
à beira da estrada que me leva até ti.

segunda-feira, setembro 15, 2008

Le chevalier (pour Ana "Só")

J'étais le chevalier
Et mon cheval était ambassadeur
Je partais délivrer
Ma fiancée des griffes des chasseurs
je combattais des bataillons
D'extraterrestres et de dragons
Et mon épée barbare se changeait en guitare
Alors j'étais chanteur

j'étais le roi des rois
J'étais le juge et l'idiot de la cour
Et j'inventais des lois
pour obliger le monde à faire l'amour
tu étais la villageoise que j'ai fait couronner
Et tu étais si belle à regarder
Que toute nue tu dansais pour toujours

Non, tu t'en vas pas
si tu veux bien j'étais ton aquarelle
J'étais ton animal
Ton tapis volant voleur
Non , regarde-moi
C'était le temps où on avait des ailes
On était nés mille ans avant le temps du mal et de la peur

J'étais adulte enfin
Le temps des fiées devait bientôt finir
Les portes du jardin
S'étaient fermées juste avant de mourir
Tu as pris la clef des champs sans me dire au revoir
Et moi j'étais le fou vêtu de noir
D'un vieux royaume oublié dans la nuit.

quinta-feira, setembro 11, 2008

Chocolate

O cacau de que sou feito,
amargo,
suspeito.

O sol torra,
demora...

A terra que me fez,
a teus pés...

O açúcar,
teu todo,
aqui,
em qualquer parte,
me adoçou,
me fez chocolate.

9-11

A todas as vítimas do 11 de Setembro, iraquianos, afegãos, inocentes presos anos a fio em Guantanamo, e outros anónimos, o meu pedido de desculpa por nós, ocidentais, nos permitirmos ser fantoches do imperialismo.

"Podem matar uma, duas, três rosas, mas jamais conseguirão deter a Primavera"
Che

terça-feira, setembro 09, 2008

Szerelem Szerelem

Szerelem, szerelem,
Átkozott gyötrelem,
Mért nem virágoztál
Minden fa teteje?
Minden fa tetején,
Diófa levelén,
Hogy szakísztott volna,
Minden leány és legény.
Mert én is szakísztottam,
El is szalasztottam,
Én is szakísztottam,
És el is szalasztottam.
Ej de még szakísztanék
Ha jóra találnék,
Ha jóra, ha szépre,
A régi szeretőmre.
Mhhhhhmmmhhhh
S, a régi szeretőmért,
Mit nem cselekednék,
Tengerből a vizet,
Kanállal lemerném.
És a tenger fenekéről,
Apró gyöngyöt szednék,
És a régi szeretőmnek,
Gyöngykoszorút kötnék

segunda-feira, setembro 08, 2008

Novamente novo, de novo...

Novo, de novo
sou a questão sem razão.
Nasço criado,
vivo afogado
e na incerteza tento dar-te a mão.
Sabes-me a pouco,
que de pouco em mim,
cresço sereno,
afastado de ti.
Já nada em que me semeei nasce,
e a água com que me rego,
escorrega em mim.
Faz no meu peito
o ribeiro
que desagua ordeiro
bem perto do fim.

domingo, setembro 07, 2008

para ti..... porque agora está na hora.....

A noite não tem braços
Que te impeçam de partir,
Nas sombras do meu quarto
Há mil sonhos por cumprir.

Não sei quanto tempo fomos,
Nem sei se te trago em mim,
Sei do vento onde te invento, assim.
Não sei se é luz da manhã,
Nem sei o que resta em nós,
Sei das ruas que corremos sós,
Porque tu,

Deixas em mim
Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti.

A estrada ainda é longa,
Cem quilómetros de chão,
Quando a espera não tem fim,
Há distâncias sem perdão.

Não sei quanto tempo fomos,
Nem sei se te trago em mim,
Sei do vento onde te invento, assim.
Não sei se é luz da manhã,
Nem sei o que resta em nós,
Sei das ruas que corremos sós,
Porque tu,

Deixas em mim
Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti.

Navegas escondida,
Perdes nas mãos o meu corpo,
Beijas-me um sopro de vida,
Como um barco abraça o porto.

Porque tu,
Deixas em mim
Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti.

Pedro Abrunhosa

quinta-feira, agosto 28, 2008

Água

És água que chove
e me foge
das mãos de dedos entrelaçados.
És água que envolve,
que fica,
que deixa segredos,
silêncios,
perdidos no tempo.
És agua ausente,
distante,
ardente,
que queima
e seca as lágrimas.
São lágrimas sedentas,
sussurradas,
latentes,
de alma desafogada
nem afogo permanente.

terça-feira, agosto 26, 2008

ensueño

cada
lugar
acordado
um sonho
demorado
imensamente perdido
a teu lado

É tarde de tarde

É tarde de tarde
e a noite espreita.
São horas, demoras,
que depressa se deitam.

São os quereres dizer
o quereres fazer
as dores, rumores,
as danças desfeitas.

Somos um par de três,
a história maldita,
a ferida que dói
na alma perdida.

Somos o que és
e não és quem somos.
O destino nos fez
vontades sem dono.

sábado, agosto 23, 2008

segunda-feira, agosto 18, 2008

Coisas que se sentem

Amo o mundo que nos uniu....

quinta-feira, agosto 14, 2008

Only you...

"Eu, apenas, amo-te...
e no entanto, amo-te tanto!"

segunda-feira, agosto 11, 2008

...

Enquanto a felicidade não chega, podes dar-me a mão?

sexta-feira, agosto 08, 2008

"CannonBall" - Brandi Carlile

I was born when I met you
Now I'm dying to forget you
And that is what I know
Though I dreamed I would fall
Like a wounded cannonball
Sinking down with my heart in two

Bright lights like white lightning
Who shot me down
Who will cut me down
I'm frozen in my bed till the day comes around
How I'm lost
How I'm found

There's a man all alone
Telling me his friends are gone
That they've died and flown away
So I told him he was wrong
That your friends are never gone
If you look to the sky and pray

Bright lights like white lightning
Who shot me down
Who will cut me down
I'm frozen in my bed till the day comes around
How I'm lost
How I'm found

Someone told me a lie
Someone looked me in the eye
And said time will ease your pain
But behold, when you fall
It's that same old cannonball
Coming back for your heart again

Bright lights like white lightning
Who shot me down
Who will cut me down
I'm frozen in my bed till the day comes around
And it may come around
Until the day comes around
How I'm lost
How I'm found

I was born when I met you
Now I'm dying to forget you
And that is what I know

domingo, julho 27, 2008

Defeito

Minh'alma tem um defeito de fabrico algures entre o ser e o estar...

sexta-feira, julho 25, 2008

FP

Meu coração esteve sempre
Sozinho. Morri já...
Para que é preciso um nome?
Fui eu a minha sepultura.

Fernando Pessoa

Suicídio

Conhecer-te é o meu suicídio....

segunda-feira, julho 21, 2008

Quando as tardes se calam
e as noites se escondem,
pensas em mim?

Quando o sol te bate,
e a pele escurece,
a lua recolhe e o dia amanhece,
pensas em mim?

Quando o dia já não o é,
as folhas caem
e os invernos descem
em promessas na chaminé,
pensas em mim.

Eu penso em ti
nos dias de chuva
nas tardes à lareira.
Espero por ti,
mesmo que seja
uma vida inteira.

domingo, julho 20, 2008

A love stroke romeo....

Aconteceu - Ana Moura

Aconteceu
Eu não estava à tua espera
E tu não me procuravas
Nem sabias quem eu era
Eu estava ali só porque tinha que estar
E tu chegaste porque tinhas que chegar
Olhei para ti
O mundo inteiro parou
Nesse instante a minha vida
A minha vida mudou
Tudo era para ser eterno
E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos?
O que foi que aconteceu?
Tudo era para ser eterno
E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos, meu amor?
O que foi que aconteceu?
Aconteceu
Chama-lhe sorte ou azar
Eu não estava à tua espera
E tu voltaste a passar
Nunca senti bater o meu coração
Como senti ao sentir a tua mão
Na tua boca o tempo voltou atrás
E se fui louca
Essa loucura
Essa loucura foi paz
Tudo era para ser eterno
E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos?
O que foi que aconteceu?
Tudo era para ser eterno
E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos, meu amor?
O que foi que aconteceu?


A lua estava cheia no céu de Monsaraz - vila medieval.
O castelo inundado pela voz quente de Ana Moura.
Eu estive arrepiado, do princípio ao fim.
Tu, estiveste sempre comigo, não ao meu lado, mas em todo de mim.

sexta-feira, julho 18, 2008

Entrelinhas

ama-me nas entrelinhas dos dias sós.
aquece-me nas manhãs que ainda espero,
e que sei que agora encontrei.

Serve-me o pequeno almoço do teu sorriso
e embriaga-me com a uvas do teu mosto.

Beija-me a pele quente
adormecida,
perdida,
encontrada por ti.

Adormece-me no aconchego
demorado do teu peito.

Afaga-me o cabelo,
acaricia-me o rosto,
leva-me a navegar,
a dançar
nas tardes de sol posto!

sábado, julho 12, 2008

Verdades que se sentem

Penso muitas vezes nos analfabetos do sentir...

segunda-feira, julho 07, 2008

domingo, julho 06, 2008

Verdades que se sentem

Quero ter assento em além....

Verdades que se sentem

Só posso entrar em certos sítios com a minha maneira de ser...

sexta-feira, julho 04, 2008

Espiral

Subo a escada em espiral
Subo a noite em direcção ao dia.
Corro na escada em espiral,
abraçado ao álamo que me envolve e seduz...
Amo em segredo as horas das tardes esquecidas
e as saudades
perdidas
na escada espiral.
Tonto,
chego.
Ao ponto,
do aconchego.
E dou a mão ao vazio
que,
degrau a degrau,
se apodera de mim
e da minha ânsia de partir.

quarta-feira, julho 02, 2008

Já não sei

Já não sei
se sou pirata
ou rei
caravela
ou traineira
Alentejo
ou Beira.
Não sei
se sou isto
ou aquilo,
ou um misto de sentimento
sem ti....
ou contigo.
Não sou
se sei
não sei
se sou
o que te ama,
o que te amou,
ou se alguma vez te amei!

Procuro

Procuro o que em mim há de ti,
o que em mim há de procura
e o porquê de procurar.
Procuro um termo sem fim e um fim sem termo.
Já não sei se acho
ou se alguma vez achei
ou se alguma vez me acharam...
Tenho para mim que sou assim...
uma procura que não acha,
uma acha que não arde,
uma ferida que abre
sempre que te tento encontrar.

quarta-feira, junho 25, 2008

...

Mesmo coberto de ouro, sempre me fizeste sentir o maior dos mendigos....

sábado, junho 21, 2008

perdido na estação

Perdido na estação,
à espera do comboio também ele perdido,
mergulho nos minutos,
dos minutos de quem mais não faz que os ver passar.
E perdido neste mundo
profundamente incerto,
dou por mim, aqui sentado.
Constantemente sentado e apodrecido
em busca do comboio que nunca vem,
do destino que não chega,
da dor de ser mais além
a visão do meu cego sentimento adormecido.

terça-feira, junho 17, 2008

sábado, junho 07, 2008

why not?

Some people see things as they are and say why.
I dream things that never were and say why not?

George Bernard Shaw