quarta-feira, janeiro 14, 2009
Leva-me
e as horas mortas são segundos.
Leva-me para onde as árvores são sombras
e nos montes gigantes
não serpenteiam estradas.
Quero o caminho de terra
O das bermas baixas e poucos percalços.
Um que nos deixe ir de mãos dadas,
ver as flores,
e ouvir gnomos e fadas
e pedacinhos de pequenos nadas.
Quero a travessia do mar calmo,
sem as tempestades do passado,
pé ante pé,
sorriso a sorriso,
palmo a palmo
percorrendo o teu e o meu, o nosso fado.
terça-feira, janeiro 13, 2009
Better together
E quando ouvir um "até amanhã" da pessoa certa, nos deixa assim, felizes, felizes, felizes... que fazer?
We're better together, don't you think?
segunda-feira, janeiro 12, 2009
Poemas
Vivem soltos no teu peito.
As palavras que te amam,
são braços que te querem,
as mãos que te descobrem
os dedos que te percorrem.
A minha poesia
que se sussurra no teu ouvido,
esconde os beijos que se encerram
nos meus lábios despidos.
sábado, janeiro 10, 2009
Tango
Uma sedução, um sorriso, um olhar.
Uma possibilidade que me faz querer ficar.
O caminho que se nos apresenta,
difícil depois de tantos dias de tormenta,
é como os passos da dança.
Gestos que se pintam no ar,
dedos que percorrem a pele,
beijos simulados que te deixam louca,
corpos encostados,
e eu
a retirar a rosa da tua boca...
sexta-feira, janeiro 09, 2009
Pequeno lírio
nascido de lágrimas de mulher.
Um poeta é um jardineiro.
Cuida das palavras e das flores,
dos adubos e dos amores,
e de tudo aquilo que fores.
Delicado anjo branco,
solitário na sua redoma,
exalas os perfumes
que a pouco e pouco me dão forma.
E neste banquete de cores
em que meus sonhos quero deitar,
ébrio de sensações e aromas,
pergunto,
porque solitária queres estar?
quinta-feira, janeiro 08, 2009
Adeus
Não sei se estarei nos próximos dias por aqui. Vou até Sagres admirar o admirável, procurar inspiração para os próximos posts e tentar encontrar alguma paz interior.
Vou estar com a minha filha.
Vou estar feliz.
A todas um bom fim de semana e já sabem, os meios de contacto estão sempre disponíveis para dar e receber carinho :)
No blog (cliquem nos comments vá...)
No hotmail (distraídas... vejam no perfil.... :P)
Na TMN (96*******)
Na Optimus (93*******)
e
nos nossos corações, sempre sempre sempre :)
PS: Sábado vou estar perante a paisagem da foto... por isso quem quiser ajustar contas aproveite :p
Um poeta tem côr
Sabe de cor as linhas do horizonte no corpo de uma mulher.
É um andarilho que beija
com as palavras que diz e as que deixa por dizer.
É fogo, arma, lodo,
crescente, poente e oriente.
Faz-se na manhã com as gotas de orvalho
desfaz-se na cama
tantas vezes desejada
de quem ama.
Um poeta tem
uma garrafa atirada ao mar
na noite mais longa e escura sem luar
cheia com os mistério do amor
o sentir e a dor.
O poeta é um crente
doente,
louco,
cheio si.
Tem de tudo um pouco,
este poeta que queres para ti.
Eu já - Desafio
Eu já fui desafiado.
Eu já me escondi da polícia.
Eu já fui pai.
Eu já esperei num aeroporto por alguém que não chegou.
Eu já dormi numa tenda em Budapeste com temperaturas negativas.
Eu já beijei uma sueca morena.
Eu já tive um acidente de automóvel.
Eu já tentei escalar o Mont Blanc.
Eu já salvei uma vida.
Eu já fui salvo.
Eu já fiz de anjo numa peça de teatro.
Eu já cantei em palco.
Eu já me perguntaram se era israelita.
Eu já vi uma amiga receber a notícia que tinha SIDA.
Eu já recebi propostas indecentes.
Eu já fiz uma passagem de modelos.
Eu já quis ser o que não sou.
Eu já vivi.
Eu já .... acabei. :)
quarta-feira, janeiro 07, 2009
Hay Amores
Ay ! mi piel, que no haría yo por tí
por tenerte un segundo, alejados del mundo
y cerquita de mí
Ay ! mi piel, como el río Magdalena
que se funde en la arena del mar,
quiero fundirme yo en tí.
Hay amores que se vuelven resistentes a los daños,
como el vino que mejora con los años,
asi crece lo que siento yo por tí.
Hay amores que se esperan al invierno y florecen
y en las noches de otoño reverdecen
tal como el amor que siento yo por ti.
Ay ! mi piel, no te olvides del mar
Que en las noches me ha visto llorar
tantos recuerdos de tí
Ay ! mi piel, no te olvides del día
que se paró en tu vida,
de la pobre vida que me tocó vivir
Hay amores que se vuelven resistentes a los años
como el vino que mejora con los años
así crece lo que siento yo por ti
Hay amores que parece que se acaban y florecen
y en las noches del otoño reverdecen
tal como el amor que siento yo por tí
yo por ti...por ti...como el amor que siento yo por tí
Shakira
Porque há amores. Os que já foram e os que ainda o serão.
Aviso
Como a história que estou a escrever terá cerca de XXIV capítulos, acho que se perderia de certa forma a dinâmica do blog. Assim sendo, criei um novo blog só mesmo para a continuação da saga. Agradeço como sempre as vossas leituras e comentários.
Por aqui continuarei com a poesia e outros assuntos que me prendam a atenção.
Beijos a todas, segue o lin
www.semtir.blogspot.com
Obrigado
terça-feira, janeiro 06, 2009
Sem Ti (R) - capítulo V
- Estou grávida amor... vamos ter um bebé.
Sinto o sangue a fugir-me do rosto, a garganta seca, as mãos tremem-me e as palavras não saem. Todas as certezas, todas as garantias que sentia neste relacionamento se esfumam. Como um golpe fatal sinto todas as recordações daquela tarde com a Inês a invadirem-me. O verdadeiro motivo da sua partida, o porquê de não estar preparada. Deus tem um sentido de humor sarcástico. Brinca com a minha vida, faz de mim um peão nas suas jogadas, e agora, no mesmo dia, traz-me quem me abandonou, e faz-me abandonar quem eu pensava amar-me.
- Que se passa amor? Eu sei que não foi planeado mas... é um bebé, sabes que foi algo que sempre desejei.
- Eu sei, e o que vais fazer?
- O que vou fazer?
- Sim, vais abortar ou vais continuar com a gravidez?
- Decididamente és uma besta! É claro que vou continuar!!!
- Ok, eu sinceramente só quero que arrumes as tuas coisas e te ponhas daqui para fora! Vou ao café e quando voltar quero a paz que sempre desejei e que tu nunca me conseguiste ou sequer quiseste dar.
- António, não me faças isto... eu amo-te! Eu não tenho para onde ir!! Mas porque é que estás a reagir assim??
Nunca suportei ver uma mulher a chorar. Suporto melhor a minha tristeza que a dos outros. Deixo Joana num pranto, pego o casaco e saio porta fora.
A Lua, minha companheira de tantas noites, espera-me.
Deambulo mais uma vez sem destino.... sem norte e no fundo, sem sorte.
Hoje foi provavelmente o pior dia da minha vida, tal como tinha sido precisamente há 7 anos atrás.
Foi o dia em que a Inês me deixou.
Foi o dia em que fiquei a saber que não posso ter filhos.
Sem Ti (R) - capítulo IV
Não respondo. Tenho perto de 30 anos e nunca foi esta a vida que desejei para mim.
Quando era adolescente tinha sonhos. Olhava o calendário e o ano de 2009 estava cheio de sorrisos, desejos concretizados, amor, muito amor, filhos, e um gato.
Não tenho nada disso. O alarme tocou e eu acordei nesta casa despida de certezas e mobilada com todas as minhas dúvidas existenciais.
Tinha acabado de fazer amor, estava a chorar e a minha companheira dizia-me que era preciso comprar pasta de dentes. Onde está tudo aquilo que ambicionei?
Levanto-me do sofá, visto-me, acendo um cigarro e vou até à varanda.
Joana segue-me, primeiro com os olhos, depois com um toque no ombro, abraça-se a mim.
- Preciso falar contigo amor.
- Fala...
- Tenho uma coisa para te contar...
- Sempre conseguiste falar com a tua mãe?
- Não, mas não é isso.
- Então estás à espera do que? Há coisas que não podemos adiar. Vai lá telefonar-lhe
- Já telefono, espera.
- Não espero nada! Vai telefonar, ou mais uma vez vou ter que ser eu a tratar do assunto??
- Vai-te à merda... és uma besta!
- Desculpa... Desculpa... não ligues, ando com umas cenas na cabeça.
- Oh amor, fala comigo.
Puxo uma passa, afasto o olhar e as mãos dela. Olho a lua cheia... como explicar a esta pessoa que sempre me apoiou em tudo, que sempre esteve do meu lado e me deu a mão quando eu estava de rastos, que o meu coração nunca tinha sido nem nunca seria dela? E mais, que a sua verdadeira dona estava ali bem perto, no T1 do número 34...
- Deixa... o que me querias contar?
- Estou grávida....
Sem Ti (R) - capítulo III
O que parecia, ao acordar, o dia como todos os outros, estava a tornar-se no meu maior pesadelo. Não sei o que sentir! A raiva, a dor e o ressentimento, travam uma batalha sangrenta com o amor, o verdadeiro amor, a saudade, a paixão e a vontade. Neste momento não me sinto, não me encontro, não sei onde ir.
O céu chora comigo. A noite já caiu e a chuva gelada invade as ruas da cidade dormente como eu. Quem comigo se cruza nas ruas não imagina a chacina que vai dentro de mim, a batalha infindável desta guerra que eu julgava já terminada.
A paz não quer nada comigo.
Chego a casa.
Enrolada na toalha do banho, com o cabelo ainda molhado, a Joana parece-me perfeita. Aquela perfeição que julgamos ver em quem, apesar de não amarmos, já nos habituámos.
Aproximo-me dela, abraço-a, beijo-a, arranco-lhe a toalha do corpo.... os nossos cabelos molhados, os dela pela água que liberta e lava, os meus pela água que recorda, emaranham-se.
Dispo-me e deito-a na cama... agarro-lhe as coxas, beijo-lhe o peito... fazemos amor, sexo, paixão, instinto animal, seja o que for, nesse momento somos um só, e tudo parece fazer sentido. Nunca uma pessoa com quem já trocámos fluidos nos poderá ser indiferente. Fica sempre parte dela em nós e parte de nós nela.
Ofegantes, sorrimos, voltámos a ter um orgasmo em simultâneo, tantos meses depois...
- Venho já!
- Eu vou para a sala.
Ela dirige-se para a casa de banho e eu sento-me no sofá da sala. As lágrimas começam a cair e eu, não as consigo conter. Talvez não queira. Talvez não mereça. Neste momento todo eu sou Inês, pois foi com ela que a minha imaginação fez amor...
domingo, janeiro 04, 2009
I wish i could see that
Este filme chegou até mim pela minha amiga Ianita. Esta é uma das partes que mais gostei.
Atentem na frase que aparece no final do vídeo e digam-me o que acham.
Beijos, bom Domingo.
sábado, janeiro 03, 2009
Desafio - prémio para Sayuri
Assim sendo, segue o croquis do seu novo prémio

Sayuri, não te sintas injustiçada, eu prometo compensar da próxima vez :))))
Beijos a todas e obrigado por participarem nesta brincadeirinha de Ano Novo, afinal o Carnaval é quando um Homem quiser não?!
Insónia
tropeço em memórias que não vão.
Pois que fiquem que já não incomodam,
vivo com elas,
não as afasto.
Fazem-me companhia até que tu,
sim tu, decidas não te esconder mais!
Por que esperas? Tens medo?
Também eu!
Desafio - resposta

Muito bem! Gostei das respostas e embora no post não o tenha referido, tenho prémio para a vencedora! Bem, pensando melhor, as vencedoras! Ganharam todas, até mesmo quem não acertou.
Assim sendo aqui vão os prémios:
Ianita - Um bilhete de expresso para Tavira.
Manzas - Uma caracolada com imperiais numa esplanada à escolha.
Yargo - o livro O Segredo.
Sayuri - Um guarda-chuva dos chineses.
Zabour - Uma semente de embondeiro.
Lita - Um voucher para um banho de lama num Spa. (For old times sake)
Sininho - Uma imagem de Nossa Senhora de Fátima
SRRAJ - Um kilo de bacalhau da Noruega
Lize - Um cd do Graciano Saga com a canção "Vem devagar emigrante"
Sunshine - Uma caixa de ferrero rocher vazia, mas com as pratas dos bombons.
Ana Campoz - Um exemplar do Fernão Capelo Gaivota.
Kaila - Um voucher para o Spa também, e umas luvas cor de rosa com pompons.
sexta-feira, janeiro 02, 2009
quinta-feira, janeiro 01, 2009
Sem Ti (R) - capítulo II
- Senta-te...
- António Duarte... há quantos anos?
- Não sei, talvez anos demais.
Sentia-me morrer a cada palavra que pronunciava. Não me conseguia desviar daqueles olhos verde mar que tanto ansiara rever. Tinha feito telefonemas a amigos comuns, pesquisado na net em sites de dating e comunidades virtuais, e nada, tinha desaparecido sem rasto. Preparara vezes sem conta o discurso que queria ter quando a encontrasse, e agora, agora tinha-a aqui à minha frente e eu não sabia o que lhe dizer...
- Não me estás a conhecer? Não acredito.... não passaram assim tantos anos!
- Claro que te estou a conhecer. Não passaram anos, mas passaram muitas lágrimas. Como estás Inês?
- Estou bem, acabei de comprar casa. Aqui mesmo. Comprei o T1 do número 34.
- Procurei-te tanto...
- Eu tinha de ir António. Não me sentia minimamente preparada. Sei que errei e que te magoei muito. Mas... perdoas-me?
A sua expressão tornou-se mais meiga. A surpresa inicial tinha passado e olhava-me agora com aquele ar receoso de quem teme a resposta a um desejo.
Acho que foi pelos seus olhos que me apaixonei quando a vi pela primeira vez no metro. Recordo-me como se fosse hoje. A estação estava quase deserta e tínhamos ambos falhado o metro por segundos... O sinal sonoro das portas fora o nosso último passo. Lembro que ela me olhou, sorriu e disse, este já era. São só cinco minutos, respondi, e, no momento em que os nossos olhares se cruzaram, os cinco, passaram a dez, quinze, vinte, uma eternidade. E, de facto, assim foi....
- Já te perdoei há muito tempo Inês. Perdoamos sempre quem amamos. O mais difícil é perdoarmos-nos a nós próprios.
- Já li O Principezinho.
- E então?
- Já sei o porquê de me chamares raposinha.
- "Tornas-te eternamente responsável por aqueles que cativas"
- Sim...

