domingo, novembro 20, 2005

Canto de poesia

Troveja lá fora….
Canto de sereia que ecoa na cidade.
O trovão vem do mar…
Atrai, assusta, acorda…
Chove…. Torrencialmente…. Não há luar!
Quero sê-lo…. Quero tê-lo…. Quero dar este trovão que há dentro de mim.
Resposta ao relâmpago de ti.
Não vens…
Porque haverias de vir…. Porque o haverias de sentir?
Desfaço-me na água que inunda celeste as ruas da cidade dormente.
Pois hoje sou trovão, clarão, relâmpago, água divina, dilúvio, poeta….
..um cometa…. Cadente, carente por te encontrar.


Escrito numa noite diluviana na grande cidade do sul, por entre raios e trovões, onde me encontrei.

1 comentário:

Alenbio disse...

Gosto especialmente da 2ª metade do poema; se fosse meu faria mais parágrafos,mas acho que tem belas imagens. Continua.