sexta-feira, setembro 19, 2008

Elegia a um amor distante

Vieste
no inesperado nascer dos dias.
Ficaste
porque o pôr do sol demorava.
Trouxeste
o sorriso que eu tantas vezes perdia,
na chuva
na solidão que de meus olhos derramava.
As minhas manhãs não são mais manhãs
sem o teu acordar.
Como as tardes não são mais tardes
sem que passe a desejar
a chegada da noite,
que me leve a tortura da demora,
e a minha esperança vã,
e que venha rápido rápido a hora
em que sinto o teu passar de mão pelo rosto,
o teu beijo
o teu até amanhã...

3 comentários:

Sininho disse...

Um poema mesmo a distancia pode torna-la cada vez menor!

Fizeste da poesia um mimo e de um mimo a ternura, sendo que esta se tornou a demonstracao de amor em escrita como a ternura num mimo de amor!
=)
**

Ana disse...

LIndo, migo...como sempre... :)

Equilibrista disse...

Tão simples, mas tão profundo ao mesmo tempo.
Consegues me provar que não são precisas grandes e complicadas palavras para que se consiga fazer um poema lindo, e tão profundo, com tanto significado!
Gostei mesmo...