quarta-feira, julho 02, 2008

Procuro

Procuro o que em mim há de ti,
o que em mim há de procura
e o porquê de procurar.
Procuro um termo sem fim e um fim sem termo.
Já não sei se acho
ou se alguma vez achei
ou se alguma vez me acharam...
Tenho para mim que sou assim...
uma procura que não acha,
uma acha que não arde,
uma ferida que abre
sempre que te tento encontrar.

2 comentários:

100 remos disse...

Fica sempre qualquer coisa de nós em cada pessoa que "tocamos". O que procuramos? Quando não sabemos é porque ainda não está à nossa frente. Mas, se fecharmos os olhos,sabemos. E sentimos a tal pequena dor...

"A tua pequena dor
Quase nem sequer te dói
É só um ligeiro ardor
Que não mata mas que mói

É uma dor pequenina
Quase como se não fosse
E como uma tangerina
Tem um sumo agridoce

De onde vem essa dor
Se a causa não se vê
Se não é por desamor
Então é uma dor de quê?

Não exponhas essa dor
É preciosa é só tua
Não a mostres tem pudor
É o lado oculto da lua

Não é vicio nem custume
Deve ser inquietação
Não a nada que a arrume
Dentro do teu coração

Talvez seja a dor de ser
Só o sente que a tem
Ou será a dor de ver
É dor demais

Certo é ser a dor de quem
Não se dá por satisfeito
Não a mates guarda bem
Guardada no fundo do peito!"


Cabeças no ar

A Grafonola disse...

AMEI AMEI! tenho pena de não ser, ou de não estar, mais poética, para melhor te explicar a corrente de pensamentos e sentimentos que estas leituras provocam em mim :-)