domingo, novembro 30, 2008

Noite de frio

A chuva que cai la fora

não esmorece,

não demora.

Desliza e cai pelos beirados.

Ploc ploc ploc toca nas telhas escarlate,

mirones das noites em que me afogo na lareira que crepita em nós.

Geme baixinho...

....toca-me leve.

Sussurra-me

serena

como uma pena

que escreve em mim a sinfonia inacabada

dos sonhos que já não ousava ter.

5 comentários:

Lize disse...

Obrigado por seguires o meu blog :) Adorei, não, melhor ainda, amei alguns dos poemas que por aqui tens. Este não me faz ficar toda derretida a olhar para o ecrã, mas está fantástico na mesma.

Beijocas

Susana disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Soviética disse...

Admiro o teu jeito para colocares aqui, em ponto certo, estes poemas. Sabes escolhê-los verdadeiramente;).

stériuéré disse...

"ploc ploc ploc toca nas telhas escarlate,
mirones das noites em que me afogoa lareira que crepita em nós."
Sabes, adorei este pequena e perfeita frase.
Beijos da stériuéré

Van disse...

Só tenho um senão a apontar (tou armada em vaca, que queres): telhas escarlate? nunca vi telhas escarlate. Só letras. :D