quarta-feira, abril 08, 2009

A ilha

Há numa ilha a magia,
as cores saltitantes de flores
e os ventos calmos do mar
que nos fazem querer ficar sempre mais um pouco
depois do sol se pôr.
Há na ilha uma certeza
que os trilhos da serra se completam
e as escarpas profundas
são as defesas da Terra,
o teste para amantes e loucos
que a pouco e pouco se aventuram.
Há na ilha o doce,
a ternura,
a vida breve de um amor perfeito,
um amor eterno à espera,
do encontro de dois lábios suspeitos.
Há no mar que a envolve
o calor de sorrisos rasgados em tardes suspeitas
e de certezas nascidas
do sopro da vida.
Na ilha em que me demoro,
me encontro
me sei
não há regra nem lei.
É a anarquia de sentimentos,
num corpo arrepiado
em que se espelha a verdade nua.

3 comentários:

Eu mesma! disse...

mto bonito este poema....
acho que existem ilhas que têm magia....

Zabour disse...

Eu sei k me vais dar um sorriso forçado, mas qd comecei a ler lembrei-me do Programa "Ilha das Cores", da 2 ;O)
É o k dá trabalhar com crianças, rsrsrs...

Bjokas

Isabel disse...

Hummm... eu lembrei-me disto e vim a trautear nos transportes públicos...

Une île entre le ciel et l'eau
Une île sans hommes ni bateaux,
Inculte, un peu comme une insulte,
Sauvage, sans espoir de voyage,
Une île, une île
Entre le ciel et l'eau.

Ce serait là, face à la mer immense
Là, sans espoir d'espérance,
Tout seul face à ma destinée,
Plus seul qu'au coeur d'une forêt,
Ce serait là dans ma propre défaite
Tout seul sans espoir de conquête
Que je saurais enfin pourquoi
Je t'ai quittée, moi qui n'aime que..

"Próxima paragem Baixa-Chiado. Há correspondência com a linha azul"

Boa Páscoa

http://www.youtube.com/watch?v=hiVwSn5faDg