segunda-feira, janeiro 19, 2009

O Amor, segundo um apaixonado

Fosse para mim tão fácil escrevê-lo como é, neste momento, senti-lo e não estaria a rebuscar palavras e memórias que possam demonstrar o que é o Amor.
Não é fácil descrever algo que pouco ou nunca se sentiu. Podemos ter uma ideia daquilo que gostaríamos que fosse, mas hoje sei que essa idealização estava bem aquém da realidade.

O amor é... não... o amor somos...
Nada no amor é singular, tudo é plural. Somos dois, somos felizes, somos únicos, somos os planos traçados a dois. Por isso o amor, é, para mim, acima de tudo, uma adição, de dois singulares num plural.

O amor é transformação. É a dúvida esclarecida por mais dúvidas. É o elemento que nos faz correr mais um pouco, suar mais um pouco, lutar mais um pouco. É chegar ao fim do horizonte e ter a certeza que ainda há tanto para ver.
O amor é um deserto em que nunca nos sentimos sós.
É quando não gostamos de nós próprios mas queremos ser todos os dias um pouco melhores.
O amor é sofrimento, é mágoa, é dor. Mas não conheço ninguém que um dia tenha amado e tenha dito, não valeu a pena. Porque vale sempre a pena!

Quanto tempo é preciso para saber que se ama alguém? Dias, meses, anos? O amor constrói-se ou é-nos dado com a obrigação de cuidarmos dele?

Eu acredito que o amor existe, que ele nos encontra. Que podemos passar uma vida à sua procura. Ele não se constrói. Ele existe! À primeira vista, ao primeiro toque, ao primeiro olhar, à primeira palavra, ao primeiro poema.

Amar é viver. É gostar de quem se ama. É saber de cor cada contorno do rosto, cada onda do cabelo, cada dedo, cada curva. É não querer saber se ela está maquilhada ou pronta para adormecer. É envolve-la nos braços quando ela tem frio. É ter prazer em ir ao supermercado com ela. É abrir-lhe a porta para ela passar.

Amar é ter desejo. É sentir as pernas a tremer num beijo sufocante. É desejar percorrer o corpo da mulher amada com as mãos, a os dedos, a língua, a pele contra a pele, centímetro a centímetro, demorando em cada um uma eternidade.

O amor é ter prazer em tudo o que faço, e desejar a cada dia caminhar mais um pouco ao seu lado.

15 comentários:

Ianita disse...

:)

Kaila disse...

...Lindo!

sim o amor é isso tudo,e também o que ainda não conhecemos...
lindo...

Lita disse...

Muito bonito, um poeta é sempre um poeta!!!!
Concordo sobretudo com uma ideia: vale SEMPRE a pena!!!!
As outras, é como dizes, cada definição de amor serve - e é assim que deve ser - para cada um!
Mas esta é uma definição de alguém muito apaixonado, não tenho a mais pequena dúvida!
beijocas!!!

Sayuri disse...

"...não tenho palavras...só lágrimas nos olhos...e sinto uma calma e uma paz que acho que nunca senti até agora (...) está divinal..."

Foi escrito no céu, por um anjo :)

Moni disse...

Nossa que profundo...
Adorei ...
Vou seguir seu blog diariamente.
Pois alias não é todo dia que encontramos um homem com tais definições.
=]
bjos
moni

patapi disse...

E é tão bom amar assim... e é tão bom ser amada assim... e eu já amei assim... tb penso já ter sido amada assim... mas o amor tb é destruição... de sonhos... de vidas... de ilusões... Já n acredito no amor...

Bruno Fehr disse...

"É quando não gostamos de nós próprios mas queremos ser todos os dias um pouco melhores."

Querer ser um pouco melhor todos os dias é independente do facto de gostarmos ou não de nós próprios.

O não gostarmos de nós próprios é o que torna o amor uma teoria e não um facto. Sem amor próprio não há amor por terceiros.

Francesa disse...

Lindo poeta, só podes ser feliz:)

SRRAJ disse...

Só é amor verdadeiro quando vale a pena... apesar de tudo. Estou a torcer por vocês. Beijo grande

Ana disse...

"É o elemento que nos faz correr mais um pouco, suar mais um pouco, lutar mais um pouco."

Sem dúvida, tem sido parte da minha definição do Amor, se é que há definição possível.

Van disse...

O amor existe, sim. Mas o amor não é só algo que nos é dado para cuidarmos, também é algo que se constrói. Ao cuidares dele, vai crescendo e consolidando-se. Vai-se construindo e transformando.

O amor é muita coisa junta, não é uma só. Parte das sensações que descreves são paixão, enamoramento, atracção, que também fazem parte do amor. Amor não é uma só sensação. São muitas. É aquilo que te faz continuar mesmo quando queres desistir. É aquilo que te faz dizer que vale a pena mesmo nos dias em que achas que não.

E, também acho que amar nos faz gostar um pouco mais de nós mesmos. Mas quem não se consegue amar a si mesmo, não consegue amar outro.

Contudo, também é errada a noção de que o amor cura todos os males. Porque tens um amor, tens os problemas todos resolvidos. Não, o amor apenas os torna mais suportáveis, porque te dá apoio e consolo. Mas não faz os problemas desaparecer.

O amor é uma rosa com espinhos. É belo, lindo, nada seria o mesmo sem ele. Mas contudo, tb magoa, tb corta, tb dói.

Estrela Cadente disse...

Linda definição a tua...simplesmente brilhante!Beijo.

Estrela Cadente disse...

Até me esqueci de dizer que deixei um prémio Dardos para ti no meu blogue.Bj

Sunshine disse...

Que seja eterno enquanto dura.

Bjs e mt mas mt felicidade :)

Lize disse...

Lindooo :) Embora eu continuo a achar que o amor não se resume só a isso, mas a tudo o resto que nunca é possível pôr por palavras. Por muito que elas digam, nunca é suficiente :)



Beijocas