Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas a amada já...
Saudade é amar um passado
que ainda não passou,
é recusar um presente que nos magoa,
é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe
o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudade,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.
Pablo Neruda
domingo, agosto 26, 2007
sábado, agosto 18, 2007
filha
olho-te sentada na ponta do escorrega,
absorves tudo o que te rodeia...
levantaste-te, corres na minha direcção de sorriso rasgado...
és um pouco de mim,
és aquilo que tenho para deixar à eternidade.
Amo-te filha!
absorves tudo o que te rodeia...
levantaste-te, corres na minha direcção de sorriso rasgado...
és um pouco de mim,
és aquilo que tenho para deixar à eternidade.
Amo-te filha!
quarta-feira, agosto 15, 2007
Frasco de guloseimas
Esquecido na prateleira de cima,
de madeira usada pelo tempo
e pelo uso de gentes
e clientes do fundo do templo das memórias,
Esquecido lá estou... frasco de boca larga, cheio de guloseimas!
Todos os que entram esperam que os trocos
inexistentes nestes tempos loucos,
lhes permitam levar um pouco de que tenho dentro de mim....
Levei assim a vida naquela prateleira,
estendi-me nela, inteira, e foi toda minha.... para me admirarem....
O tempo mudou
e cada pessoa começou a levar....
todas as pessoas que passaram pelo meu toque levaram
um pouco da minha guloseima, do meu doce, do meu ser....
amor....
o tempo passou, rápido como o ontem....
e não sei...
se quando chegares ao balcão, amado e alisado pelo tempo,
e pedires.... cinco tostões de rebuçados...
haverá sequer um bocado
do meu doce para ti!
de madeira usada pelo tempo
e pelo uso de gentes
e clientes do fundo do templo das memórias,
Esquecido lá estou... frasco de boca larga, cheio de guloseimas!
Todos os que entram esperam que os trocos
inexistentes nestes tempos loucos,
lhes permitam levar um pouco de que tenho dentro de mim....
Levei assim a vida naquela prateleira,
estendi-me nela, inteira, e foi toda minha.... para me admirarem....
O tempo mudou
e cada pessoa começou a levar....
todas as pessoas que passaram pelo meu toque levaram
um pouco da minha guloseima, do meu doce, do meu ser....
amor....
o tempo passou, rápido como o ontem....
e não sei...
se quando chegares ao balcão, amado e alisado pelo tempo,
e pedires.... cinco tostões de rebuçados...
haverá sequer um bocado
do meu doce para ti!
sábado, agosto 11, 2007
Hoje, poente.....
Hoje, poente....
...poeta...
Hoje ponho-me me a oriente
e sonho que sou séculos de especiarias.
Sou um pouco de canela das índias,
açafrão, original....
Curcuma, cardamomo, cravinho,
hoje vulgar!
Sou uma viagem que se fez de ocidente para oriente e se perdeu na boa esperança...
Sou a eterna boa esperança
a eterna esperança....
Consigo descobrir em mim séculos de essências remotas,
viagens ao desconhecido,
anos, anos e anos de de esperanças...
hoje
mortas....
Amanhã serei de novo herói
e enfrentarei de novo o adamastor que vive em meu pensamento,
lutarei contra esse monstro imaginário que sou eu mesmo,
e serei frase de filósofo, louco.... porque
o que não me destrói....
só me põe mais forte.
...poeta...
Hoje ponho-me me a oriente
e sonho que sou séculos de especiarias.
Sou um pouco de canela das índias,
açafrão, original....
Curcuma, cardamomo, cravinho,
hoje vulgar!
Sou uma viagem que se fez de ocidente para oriente e se perdeu na boa esperança...
Sou a eterna boa esperança
a eterna esperança....
Consigo descobrir em mim séculos de essências remotas,
viagens ao desconhecido,
anos, anos e anos de de esperanças...
hoje
mortas....
Amanhã serei de novo herói
e enfrentarei de novo o adamastor que vive em meu pensamento,
lutarei contra esse monstro imaginário que sou eu mesmo,
e serei frase de filósofo, louco.... porque
o que não me destrói....
só me põe mais forte.
segunda-feira, julho 30, 2007
Vida
Desenho, só, a dança
com que te quero embalar
Desenho no pó a esperança
de te voltar a abraçar.
Desenho no papel, de rascunho,
os próprios rascunhos que a vida fez de mim.
Nunca fui mais que uma prova inacabada,
um papel amarrotado
num qualquer cesto de papéis de um Deus qualquer.
Qualquer que tenha sido a ideia original de mim,
não saiu bem, nem mal, saiu... assim-assim.
Sou um assim-assim da Vida.
Brinco com ela e ela comigo.
Como duas crianças atravessamos,
inconscientes do perigo,
a estrada do destino sem olhar nem para um lado, nem para o outro.
Rebolámos juntos pelos campos, pelas searas....
Corremos pelos montes e gritámos aos combóios que atravessavam a planície, indiferentes ao ser e ao estar!
Tive na Vida a minha melhor amiga.
Ela,
cruel,
abandonou-me! (ou terei sido eu a abandoná-la?)
Só sei que nunca mais me ligou.
Sem ela,
não sou todo,
não sou nada,
sou assim-assim.
com que te quero embalar
Desenho no pó a esperança
de te voltar a abraçar.
Desenho no papel, de rascunho,
os próprios rascunhos que a vida fez de mim.
Nunca fui mais que uma prova inacabada,
um papel amarrotado
num qualquer cesto de papéis de um Deus qualquer.
Qualquer que tenha sido a ideia original de mim,
não saiu bem, nem mal, saiu... assim-assim.
Sou um assim-assim da Vida.
Brinco com ela e ela comigo.
Como duas crianças atravessamos,
inconscientes do perigo,
a estrada do destino sem olhar nem para um lado, nem para o outro.
Rebolámos juntos pelos campos, pelas searas....
Corremos pelos montes e gritámos aos combóios que atravessavam a planície, indiferentes ao ser e ao estar!
Tive na Vida a minha melhor amiga.
Ela,
cruel,
abandonou-me! (ou terei sido eu a abandoná-la?)
Só sei que nunca mais me ligou.
Sem ela,
não sou todo,
não sou nada,
sou assim-assim.
sexta-feira, julho 27, 2007
quinta-feira, julho 26, 2007
Chagas
Trago em mim 5 chagas como as de Cristo,
não por imodéstia,
ou soberba...
mas por sentir na pele, como na alma,
a cruel vida de areia vadia mundo fora....
Trago a coroa de espinhos como os pensamentos em ti me dilaceram
Sinto o chicotear da alma com os teus frequentes, frequentes, frequent...es desprezos
Tenho minhas mãos pregadas a jorrar sangue, presas por não mais te abaraçarem
e tenho o aguilhão férreo em meus pés de preso que estou para ir a teu encontro...
estou moribundo
a chaga das chagas, a seta que me atravessará o coração, me trespassará a alma.... será a tua eterna ausência...
Escolhi, como Cristo, o sofrimento como vida
Ele por algo maior....
eu, por amor...
não por imodéstia,
ou soberba...
mas por sentir na pele, como na alma,
a cruel vida de areia vadia mundo fora....
Trago a coroa de espinhos como os pensamentos em ti me dilaceram
Sinto o chicotear da alma com os teus frequentes, frequentes, frequent...es desprezos
Tenho minhas mãos pregadas a jorrar sangue, presas por não mais te abaraçarem
e tenho o aguilhão férreo em meus pés de preso que estou para ir a teu encontro...
estou moribundo
a chaga das chagas, a seta que me atravessará o coração, me trespassará a alma.... será a tua eterna ausência...
Escolhi, como Cristo, o sofrimento como vida
Ele por algo maior....
eu, por amor...
terça-feira, julho 24, 2007
Recordação
Naquela noite quente
sentei-me à sombra da tua memória.
Lembrei-me e arrepiei-me
de como amo os espinhos de tuas rosas.
Recordei todos os arrepios que me provocas.
Todas as vezes,
loucas, que a minha pele explodiu em erupções de prazer.
Recordo todas as gotas de suor que há tanto tempo amor
transpirei por ti....
Todas as brisas na praia têm o teu sabor.
Já me envolvi na areia até deixar de saber quem sou,
já me tentei entregar ao mar, para ele,
compreensivo,
me levar até à foz do teu rio...
Espero que ele me leve a montante desse rio de meus sonhos
e me entregue, são e salvo, junto a um castanheiro...
junto ao desabrigo de um castanheiro,
no qual me possa abrigar em ti.
sentei-me à sombra da tua memória.
Lembrei-me e arrepiei-me
de como amo os espinhos de tuas rosas.
Recordei todos os arrepios que me provocas.
Todas as vezes,
loucas, que a minha pele explodiu em erupções de prazer.
Recordo todas as gotas de suor que há tanto tempo amor
transpirei por ti....
Todas as brisas na praia têm o teu sabor.
Já me envolvi na areia até deixar de saber quem sou,
já me tentei entregar ao mar, para ele,
compreensivo,
me levar até à foz do teu rio...
Espero que ele me leve a montante desse rio de meus sonhos
e me entregue, são e salvo, junto a um castanheiro...
junto ao desabrigo de um castanheiro,
no qual me possa abrigar em ti.
domingo, julho 22, 2007
Viagem
Sonha amor, até ser dia.
Sonha o nosso sonho
que por esta noite peço interminável....
As estrelas já se foram
mas ainda anseio por teu beijo
ainda me arrefeço no lençol já frio da partida.
Sonha amor e aquece com o luar
do que ainda há-de vir.
Do que ainda espero
em noites de estrelas
em dias de luas omissas
em céus de memórias.
Faz a mala amor,
e não te esqueças do teu sorrir.
Traz a pessoa que eu era quando estava contigo.
Entra no primeiro comboio,
vai à janela... eu sorrio-te numa nuvem.
Vem amor, sai na paragem da felicidade,
estarei lá para te abraçar.
Seja ela onde for,
esteja a chover ou apenas um amanhecer frio.
Vem amor,
tu
a tua mala,
e quem eu sou contigo.
Sonha o nosso sonho
que por esta noite peço interminável....
As estrelas já se foram
mas ainda anseio por teu beijo
ainda me arrefeço no lençol já frio da partida.
Sonha amor e aquece com o luar
do que ainda há-de vir.
Do que ainda espero
em noites de estrelas
em dias de luas omissas
em céus de memórias.
Faz a mala amor,
e não te esqueças do teu sorrir.
Traz a pessoa que eu era quando estava contigo.
Entra no primeiro comboio,
vai à janela... eu sorrio-te numa nuvem.
Vem amor, sai na paragem da felicidade,
estarei lá para te abraçar.
Seja ela onde for,
esteja a chover ou apenas um amanhecer frio.
Vem amor,
tu
a tua mala,
e quem eu sou contigo.
sexta-feira, julho 20, 2007
Alma
Estou deitado...
fecho os olhos e sinto-me a vaguear...
Minha alma desprende-se
e eu fico a vê-la ir-se.
Vai alma,
Nunca pares até encontrares!
Vai alma, deixa-me neste corpo inerte
onde os dias se esquecem de mim.
No teu caminho alma, lembra-te que fiquei aqui
que parei o tempo e sou agora um espectador de tudo.
Vai alma, percorre o mundo e,
quando encontrares a tua gémea,
não a largues nunca, e volta....
Volta para me soltares desta armadura de ferro em que me quis enclausurar.
Volta
tu e tua gémea, e partamos de mãos dadas
rumo ao pôr do sol
em busca do luar.
fecho os olhos e sinto-me a vaguear...
Minha alma desprende-se
e eu fico a vê-la ir-se.
Vai alma,
Nunca pares até encontrares!
Vai alma, deixa-me neste corpo inerte
onde os dias se esquecem de mim.
No teu caminho alma, lembra-te que fiquei aqui
que parei o tempo e sou agora um espectador de tudo.
Vai alma, percorre o mundo e,
quando encontrares a tua gémea,
não a largues nunca, e volta....
Volta para me soltares desta armadura de ferro em que me quis enclausurar.
Volta
tu e tua gémea, e partamos de mãos dadas
rumo ao pôr do sol
em busca do luar.
quinta-feira, julho 19, 2007
A minha inspiração
"Musas são todas vocês minhas amigas" foi esta a minha frase. E é verdade. É graças à grande amizade que tenho por Vanadis, O Meu Mundo, por Hannastar, por Little Tomato e outras pessoas que gostam de visitar este meu espaço.
É realmente por vocês que continuo e tornam-se assim as minhas musas.
No entanto, todas sabem por quem o meu coração chama enquanto escrevo. Todas vocês sabem que os versos que aqui deixo são lágrimas de arrependimento, saudade, ausência, e tudo relativo a uma só pessoa.
Essa pessoa poucas vezes veio ver o que minh'alma derramou por ela...
Quando veio achou que não era para ela... não sei porquê, resolveu duvidar... fiquei magoado de uma forma que pensava não conseguir mais ficar.
Aqui fica, então, sem ser em forma de verso. Tudo o que escrevo é para ti Liliane, todas as palavras que deixo aqui em forma de anjos que espero que te visitem, são para ti Liliane. Todos os segundos em que escrevo, e aqueles em que penso no que escrevo e ainda todos os outros mais que preenchem os dias, são para ti Liliane.
Tudo é para ti, todo eu sou para ti.
Mas, acho que me resta acreditar em duas coisas.... ou não tens capacidade de receber tão grande amor que transborda de mim... ou não o queres receber.... ou não sabes como.
Tudo o que fiz foi cantar-te de uma forma que espero eterna, porque, como tu dizes, as pegadas impressas na alma são indestrutíveis.... mas talvez seja hora de veres que o que deixaste em minha alma não foram pegadas, foi um trilho que eu ainda anseio que percorras! Um trilho que te vai levar directo a meu coração.... se tu quiseres....
É realmente por vocês que continuo e tornam-se assim as minhas musas.
No entanto, todas sabem por quem o meu coração chama enquanto escrevo. Todas vocês sabem que os versos que aqui deixo são lágrimas de arrependimento, saudade, ausência, e tudo relativo a uma só pessoa.
Essa pessoa poucas vezes veio ver o que minh'alma derramou por ela...
Quando veio achou que não era para ela... não sei porquê, resolveu duvidar... fiquei magoado de uma forma que pensava não conseguir mais ficar.
Aqui fica, então, sem ser em forma de verso. Tudo o que escrevo é para ti Liliane, todas as palavras que deixo aqui em forma de anjos que espero que te visitem, são para ti Liliane. Todos os segundos em que escrevo, e aqueles em que penso no que escrevo e ainda todos os outros mais que preenchem os dias, são para ti Liliane.
Tudo é para ti, todo eu sou para ti.
Mas, acho que me resta acreditar em duas coisas.... ou não tens capacidade de receber tão grande amor que transborda de mim... ou não o queres receber.... ou não sabes como.
Tudo o que fiz foi cantar-te de uma forma que espero eterna, porque, como tu dizes, as pegadas impressas na alma são indestrutíveis.... mas talvez seja hora de veres que o que deixaste em minha alma não foram pegadas, foi um trilho que eu ainda anseio que percorras! Um trilho que te vai levar directo a meu coração.... se tu quiseres....
terça-feira, julho 17, 2007
Janela
Ontem,
encostado à janela do parapeito da minha alma,
ouvi o que tinhas para dizer.
Esperei, sem interromper, que me desses os beijos
em formas de verbos e advérbios como só tu sabes fazer.
Sussurraste-me toda a noite.
Eu esperei.
Ouvi,
Senti
e no fim só consegui dizer, que te amo.
Que não tenho vergonha de o sentir
Que quero acima de tudo
que me embriaguies com essas palavras doces
de tão cruéis que são.
Quero até que me mintas,
que me omitas,
e me deixes adivinhar
o que realmente vai dentro desse teu labirinto de estar.
No fundo, mais não quero que ficar,
mas ficar mesmo,
apertado, apertado, apertadinho...
no colo a chorar bem de mansinho,
até ser de novo dia e tenha de novo que partir.
encostado à janela do parapeito da minha alma,
ouvi o que tinhas para dizer.
Esperei, sem interromper, que me desses os beijos
em formas de verbos e advérbios como só tu sabes fazer.
Sussurraste-me toda a noite.
Eu esperei.
Ouvi,
Senti
e no fim só consegui dizer, que te amo.
Que não tenho vergonha de o sentir
Que quero acima de tudo
que me embriaguies com essas palavras doces
de tão cruéis que são.
Quero até que me mintas,
que me omitas,
e me deixes adivinhar
o que realmente vai dentro desse teu labirinto de estar.
No fundo, mais não quero que ficar,
mas ficar mesmo,
apertado, apertado, apertadinho...
no colo a chorar bem de mansinho,
até ser de novo dia e tenha de novo que partir.
sexta-feira, julho 13, 2007
tudo passa, tudo passou
A nossa Aurora já foi
O nosso meio dia passou....
A nossa cumplicidade entardece
e tu teimas em não acender as candeias...
A nossa lareira arrefece
em breve as recordações serão apenas cinzas.
se tu não as ateares amor...
O pôr-do-sol está aí
acende as candeias, por favor!
O nosso meio dia passou....
A nossa cumplicidade entardece
e tu teimas em não acender as candeias...
A nossa lareira arrefece
em breve as recordações serão apenas cinzas.
se tu não as ateares amor...
O pôr-do-sol está aí
acende as candeias, por favor!
terça-feira, julho 10, 2007
Sol ao sul
Deixo-me levar pelo intenso sol do sul
sigo à deriva neste mar de pastos salpicados de cor
adormeço sob o cerúleo azul
e acordo com tempestades a trovejar de amor.
Foi neste mar que me criei
Nele descobri que sempre há alguém
e que desejamos ir sempre mais além.
Foi na dor que conheci o amor
e ando agora com eles de mãos dadas.
O mundo não se revela contos de fadas,
o mundo revela-se como um planicie, ao sul, em pleno Agosto.
A vida esbofeteia-te o rosto, vezes e vezes sem conta
e está na tua mão decidir, ou não, dar a outra face.
Rumei demasiadas vezes ao sul do sul,
mas sempre me encontrei um pouco mais a norte...
Onde agora me encontro e
vou tentar, de novo, a minha sorte....
sigo à deriva neste mar de pastos salpicados de cor
adormeço sob o cerúleo azul
e acordo com tempestades a trovejar de amor.
Foi neste mar que me criei
Nele descobri que sempre há alguém
e que desejamos ir sempre mais além.
Foi na dor que conheci o amor
e ando agora com eles de mãos dadas.
O mundo não se revela contos de fadas,
o mundo revela-se como um planicie, ao sul, em pleno Agosto.
A vida esbofeteia-te o rosto, vezes e vezes sem conta
e está na tua mão decidir, ou não, dar a outra face.
Rumei demasiadas vezes ao sul do sul,
mas sempre me encontrei um pouco mais a norte...
Onde agora me encontro e
vou tentar, de novo, a minha sorte....
segunda-feira, julho 09, 2007
suspenso
Suspenso me encontro sobre a vida abismal
Suspenso nesta corda que dança sob meus pés.
Aqui me encontro e espero por teu sinal,
que me faça seguir recto, sem olhar fundo no incerto.
Espero que tua mão se dê à minha,
e ligados nesse toque eterno,
percorramos o mundo terreno.
E mesmo que a morte nos leve,
continuemos amor, de mão dado paraíso fora,
fazendo inveja a anjos e santos
e a todos os que recusaram entregar-se
a sentir o verdadeiro amor que é nada ter e tudo dar!
Suspenso nesta corda que dança sob meus pés.
Aqui me encontro e espero por teu sinal,
que me faça seguir recto, sem olhar fundo no incerto.
Espero que tua mão se dê à minha,
e ligados nesse toque eterno,
percorramos o mundo terreno.
E mesmo que a morte nos leve,
continuemos amor, de mão dado paraíso fora,
fazendo inveja a anjos e santos
e a todos os que recusaram entregar-se
a sentir o verdadeiro amor que é nada ter e tudo dar!
domingo, julho 08, 2007
Lua
Lua bem alta no céu
quantas vezes penso que és como eu!
Quantas vezes cheia a pedir desejos
quantas vezes nova a criar mistérios.
Outras minguante sempre em esperança,
e outras ainda crescente como o amor em mim.
Lua companheira
lua feiticeira.
Noite após noite sou tua,
noite após noite és minha.
Lua, minha amiga lua,
Esperança crua
de ser bela como tu... Lua!
quantas vezes penso que és como eu!
Quantas vezes cheia a pedir desejos
quantas vezes nova a criar mistérios.
Outras minguante sempre em esperança,
e outras ainda crescente como o amor em mim.
Lua companheira
lua feiticeira.
Noite após noite sou tua,
noite após noite és minha.
Lua, minha amiga lua,
Esperança crua
de ser bela como tu... Lua!
sexta-feira, julho 06, 2007
Vou demorar-me em mim
Hoje, vou demorar-me um pouco mais em mim. Vou procurar em todos os armários, vasculhar em todas as gavetas, abrir todos os baús. Vou tentar encontrar um pouco do que já fui...
terça-feira, julho 03, 2007
Será...
Será
Será que é em mim que pensas,
quando me acenas?
Será,
que tremes como eu sempre que estás perto?
Será que não vês que me perco em olhares,
que me sonho contigo de mãos dadas?
Será que as noites são para ti
como para mim
prisões de beijos reprimidos.
Não vês que me roubas palavras,
que me levas nas asas de um desejo,
de um ter de ti mais que um beijo.
Porque de ti não quero ter,
quero ser,
quero amar,
e ficar bem junto do teu peito,
a sentir meu nome em teu respirar.
Será que é em mim que pensas,
quando me acenas?
Será,
que tremes como eu sempre que estás perto?
Será que não vês que me perco em olhares,
que me sonho contigo de mãos dadas?
Será que as noites são para ti
como para mim
prisões de beijos reprimidos.
Não vês que me roubas palavras,
que me levas nas asas de um desejo,
de um ter de ti mais que um beijo.
Porque de ti não quero ter,
quero ser,
quero amar,
e ficar bem junto do teu peito,
a sentir meu nome em teu respirar.
Impotente, luto....
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